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Sistemas
cooperados alavancam cajucultura do
RN
CRISTIANO
ROJAS Repórter de Economia rojas@omossoroense.com.br
Zona
rural de Mossoró. Na comunidade do Senegal
uma cooperativa informal de agricultores
dedicados à venda da castanha de caju “in
natura” tem provado que a união faz a força.
Mesmo com
a safra do caju chegando ao fim eles ainda
conseguem negociar grandes carregamentos
do produto com a indústria de beneficiamento
de castanha do Rio Grande do Norte, instalada
em sua maioria em Mossoró.
“Nesta
semana a gente conseguiu comercializar um
carregamento com mais de 14 mil quilos de
castanha para uma fábrica daqui de Mossoró”,
diz o agricultor rural Elias Soares da Silva.
O sistema
cooperativo do agronegócio tem mostrado
ser uma alternativa viável para a organização
social de comunidades rurais. Além de gerar
renda mantêm o agricultor fixado no campo
sem necessitar de investimentos dispendiosos.
ORGÂNICOS
- Sistemas mais organizados já destinam
inclusive parte da produção ao mercado exterior,
como é o caso da Cooperativa dos Produtores
de Caju (COOPERCAJU), de Serra do Mel.
Os associados
da cooperativa exportam mais de 16 toneladas
de castanhas por ano para Suíça e Alemanha,
cultivadas sem agrotóxicos ou agentes agressivos
ao meio ambiente.
Em parceria
com a Associação de Apoio às Comunidades
do Campo do Rio Grande do Norte (AACC) desenvolveram
trabalhos de prospecção mercadológica nos
maiores centros consumidores de produtos
orgânicos do mundo, Estados Unidos e Europa,
que somente compram mediante certificação.
A cooperativa
exporta, desde 1996, castanha orgânica.
A obtenção do selo orgânico permitiu à Coopercaju
desfrutar ganhos quase 75% superiores aos
auferidos nas vendas de castanha comum no
mercado doméstico.
A receita
cambial com a exportação de caju do Nordeste
poderá saltar dos atuais US$ 170 milhões
para US$ 350 milhões no período de quatro
anos. Os estados exportadores da região
são Bahia, Ceará, Maranhão, Pernambuco,
Piauí e Rio Grande do Norte.
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