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O congresso e as reformas

As grandes reformas pretendidas pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, poderão agora ser continuadas pelo presidente Lula da Silva. A posse dos novos congressistas sinaliza  nesse sentido, considerando-se que o governo conseguiu a maioria parlamentar desejada, poderá iniciar pelas duas reformas mais importantes, a  tributária e a previdenciária e a legislação trabalhista. Conseguindo esse intento, as outras acontecerão com mais facilidade.

Os partidos oposicionistas defenderam essas mudanças durante os oito anos do governo anterior e, certamente, manterão a coerência e apoiarão as mensagens que forem encaminhadas pelo atual presidente, dentro desses princípios. Atualmente há uma concordância entre os que fazem o governo do PT e os ditos liberais, de que o futuro do Brasil depende dessas reformas.

Concordam que, sendo vitoriosos, o país passa a ter instrumentos para enfrentar as dificuldades financeiras que atravessa.

Fazendo oposição ao governo Lula, até o momento, tem apenas o grupo radical do Partido dos Trabalhadores. Cobra mais coerência com o discurso do PT, critica a política econômica do governo e quer discutir as reformas em mais profundidade.

Esquece que, para ser eleito, Lula teve que fazer concessões a diferentes grupos políticos e econômicos, sendo hoje elogiado até pelo Fundo Monetário Internacional, que aplaude a decisão de prosseguir com a política econômica iniciada no governo FHC.

Lula presidente é apontado como o ponto mais importante para a aprovação dessas reformas. Acredita-se que ele conseguirá dobrar os rebeldes do partido e negociar com a oposição os pontos essenciais das mudanças pretendidas. O apoio do PMDB dará a tranqüilidade de alguns votos a mais que o necessário para viabilizar seus projetos no Congresso Nacional. Quanto ao povo, uma campanha intensa de esclarecimento irá convencê-lo de que as reformas poderão trazer, de imediato, algum prejuízo aparente, mas para o futuro, se a garantia de maior tranqüilidade para todos.

 

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Mossoró-RN, domingo, 2 de fevereiro de 2003