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Carcinicultores
discutem questões como o licenciamento
simplificado
NATAL/INTERIOR
- Carcinicultores e diversas entidades ligadas
ao desenvolvimento da criação de camarão
estiveram reunidos na última quinta-feira,
30, no auditório do Hotel Monza, em Natal,
para discutir questões como o licenciamento
simplificado, monitoramento ambiental e
vigilância sanitária.
O objetivo
é desenvolver a atividade no Rio Grande
do Norte, principalmente no caso dos pequenos
produtores, que esbarram em algumas questões
burocráticas.
As propriedades
destinadas à carcinicultura com menos de
dez hectares são consideradas de pequeno
investimento, mas na hora de conseguir o
licenciamento o pequeno produtor encontra
dificuldades para obter a concessão, como,
por exemplo, a grande quantidade de documentos
exigidos.
“Vamos
simplificar o processo de concessão aos
pequenos produtores. Os custos da burocracia
dificultam o desenvolvimento da atividade.
Seríamos injustos se cobrássemos destes
produtores o mesmo que de uma grande companhia”,
explica o diretor do Idema/RN, Eugênio Cunha.
O secretário
estadual de Agricultura, Iberê Ferreira
de Souza, esteve na reunião e destacou a
importância da criação de camarões para
o desenvolvimento do Estado. Para ele, os
problemas que permeiam a carcinicultura
são ocasionados pelo rápido desenvolvimento
da atividade, o que gerou não só problemas
ambientais, mas também os referentes à manutenção
e ao desenvolvimento.
O carcinicultor
Telmo Barreto apontou outros problemas,
como as condições precárias e a falta de
segurança nas estradas potiguares, que ocasionam
o aumento no valor do frete cobrado para
transportar o camarão e também compromete
a qualidade do produto. “Esperamos que as
secretarias de Segurança e Agricultura realizem
uma operação em conjunto para garantir o
nosso trabalho”, disse.
Já está
marcada uma nova reunião para esta segunda-feira,
3, a partir das 14h, no auditório da Secretaria
da Agricultura. Os participantes pretendem
encontrar outras soluções que beneficiem
os pequenos produtores.
Nordeste
concentra 97% da produção nacional do camarão
em cativeiro
A criação
de camarão em mangue, uma atividade em expansão
no Brasil, parece ser um excelente negócio.
Mas a experiência de outros países mostra
que nem sempre é assim, especialmente se
a produção não for acompanhada de um rígido
sistema de controle ambiental. Países líderes
do setor, como Tailândia, Indonésia, Filipinas
e Equador, amargaram duras experiências
com a destruição de manguezais, com prejuízos
econômicos e ambientais.
Nos últimos
quatro anos, a criação de camarão em cativeiro,
a carcinicultura, explodiu no País. Principalmente
no Nordeste, que concentra 97% da produção
nacional. A maior parte dos empreendimentos
está localizada em áreas de manguezais ou
próximas a eles, onde a água é de boa qualidade
e as marés abastecem os viveiros.
Hoje a
produtividade dos viveiros no País já é
uma das maiores do mundo: 4 toneladas de
camarão por hectare/ano, segundo a Associação
Brasileira dos Criadores de Camarão (ABCC).
Na Tailândia, o maior produtor mundial,
a média é de 2,5 toneladas por hectare/ano.
O faturamento
médio do carcinicultor brasileiro no ano
passado foi de US$ 22 mil por hectare. Algumas
empresas chegaram a faturar US$ 45 mil por
hectare, segundo a ABCC.
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