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Nokia lança modelo campeão

A Nokia começou a distribuir, a partir de hoje, o modelo 3650 de sua família de celulares. Com enfoque na área de imagem e vídeo, o aparelho tem design inovador e grande funcionalidade.

O 3650 é tribanda, e pode ser usado em qualquer lugar do planeta, dependendo apenas da existência de uma rede GSM e da compra do cartão de uma operadora local. Com uma câmera VGA integrada e uma tela grande, de 176 x 208 pixels e 4096 cores, o que chama mais a atenção ao conhecer o 3650 é o teclado circular, exclusivo do aparelho.

A câmera serve para capturar imagens e vídeo e o RealOne Player se encarrega de baixar, tocar e fazer streaming multimídia. Nos bastidores de tudo está o sistema operacional Symbian OS, que aos poucos tem se tornado referência nos celulares de última geração. O aparelho tem funcionalidade de PDA, e permite a sincronização de contatos e agenda com os programas mais populares do PC.  

O 3650 ganhou o prêmio de inovação na Consumer Electronics Show (CES) realizada em Las Vegas. Ele tem suporte a vários protocolos de e-mail e mensagens multimídia (MMS), para o envio de clips de vídeo ou música, imagens e texto. Ele pesa 130 gramas e sua bateria dura quatro horas de conversação ou oito dias em standby, com um tempo de carregamento de uma hora.

No pacote que está à venda, o celular traz um cartão de memória de 16 MB, para o armazenamento de arquivos multimídia e programas. Ele tem 3,4 MB de memória interna. Entre os acessórios disponíveis está o que permite conexão Bluetooth com dispositivos compatíveis.

A Nokia não divulgou o preço do 3650, mas uma rápida busca na internet mostra que o aparelho está custando entre US$ 400 e US$ 450 para a venda online.

Como comprar cartuchos para impressoras

Quem tem impressora em casa e precisou trocar os cartuchos ao menos uma vez, já deve ter se irritado com os preços cobrados pelos fabricantes. Para se ter uma idéia, no site do Submarino a unidade - colorida ou preta - para a série 600 da HP é vendida por R$ 119. Na mesma loja, o modelo mais barato da marca sai por R$ 299,00. Ou seja, com o valor pago por três cartuchos, é possível comprar outra impressora, e ainda sobram R$ 58.

A situação se repete para impressoras Epson, que também são muito populares entre usuários domésticos.

Mas como no Brasil dos salários achatados e da queda progressiva de renda da população muitas vezes o que importa é o bolso e não a qualidade a toda prova, surgiram alternativas para fugir dos preços dos cartuchos originais. São os exemplares reciclados (ou remanufaturados, como querem alguns) e os similares ou genéricos.

Os reciclados são cartuchos originais que, após o fim da carga de tinta, passam por uma revisão, são esvaziados, limpos e recarregados. Geralmente, tem um preço incomparavelmente menor que o cobrado pelos fabricantes das impressoras. Já os similares seguem a mesma fórmula dos genéricos que ficaram célebres na indústria de medicamentos: são originais, mas de marcas alternativas. Têm preço intermediário.

O designer Alfredo Albuquerque, por conta da profissão, passa o dia usando impressoras e assegura que há dois anos suas máquinas só são equipadas com cartuchos genéricos. Ele afirma que os produtos nunca causaram grandes aborrecimentos, e a economia foi significativa. A existência dos similares até influenciou uma decisão sua na hora de adquirir uma impressora: “só comprei uma Epson 880 porque sabia que existiam genéricos para ela”.

Mas se até um profissional usa cartuchos que não são originais, qual o risco de colocá-los em impressoras domésticas? De acordo com o técnico Ernesto Aragão, que trabalha há 18 anos com computadores e periféricos, o problema não são os cartuchos, mas quem os manuseia. “É preciso pesquisar muito a procedência do produto”, diz. Se a empresa de reciclagem ou fabricante dos genéricos for confiável, a probabilidade de eventuais dores de cabeça é pequena. “Vários clientes meus usam e nunca tiveram problemas”, garante.

Dicas para compra e manuseio de cartuchos

1. Não considere apenas o preço na hora de comprar um cartucho. A economia momentânea pode custar muito caro.

2. Existem empresas de reciclagem que trabalham de forma caseira, enchendo os cartuchos com seringas. Já no processo industrializado eles são esvaziados, revisados e recarregados com máquinas específicas para o processo. Por isso, procure referências sobre o seu eventual fornecedor. A mesma dica vale para os genéricos.

3. Verifique se a empresa fornece nota fiscal e garantia para o produto. De preferência às empresas de reciclagem que dão suporte para os cartuchos até o fim da tinta, e não por um período específico.

4. Tanto os cartuchos reciclados como os genéricos podem apresentar qualidade inferior de impressão em relação aos originais, mas isso não quer dizer que falhas ou manchas são aceitáveis. Caso isso aconteça, informe o problema ao fornecedor. Pode ser que o cartucho precise ser trocado.

5. Como acontece em quase todos os setores da economia brasileira, também existe pirataria no mercado de cartuchos. Desconfie de produtos originais muito baratos: eles podem ser reciclados sendo vendidos em embalagens falsificadas.

6. Não passe muito tempo sem usar a impressora, para evitar os vazamentos ou o ressecamento da tinta.

7. No caso de impressoras Epson, não existem cartuchos reciclados, pelo menos feitos por empresas confiáveis. Se você encontrar algum, provavelmente o processo foi realizado de forma caseira e o risco de problemas é grande. Para essa marca, a alternativa confiável são os genéricos.

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Mossoró-RN, domingo, 2 de março de 2003