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Café
Bagdad
O Café
Bagdad, localizado no Shopping Liberdade,
tornou-se o ponto preferido das conversas
políticas na cidade de Mossoró. Foi lá que
estive na última sexta-feira, onde cerca
de vinte pessoas de praticamente todos os
partidos políticos conversavam descontraidamente.
Militantes do PMDB, PFL, PSDB, PT, PC do
B, entre outros, opinavam sobre política,
indo do município à capital do Estado e
terminando em Brasília. Sucessão municipal,
desempenho do governo Wilma de Faria, expectativas
de Lula presidente. Entre várias rodadas
de café, o tempo passou rápido, mas deu
para sentir a tendência o que se pensa
em relação ao futuro, principalmente no
que diz respeito à sucessão municipal. Com
certeza, muita conversa ainda haverá para
que os nomes ou alianças sejam conhecidos.
Surpreendeu
a decepção geral com o governo estadual.
A grande maioria dos presentes havia votado
em Wilma e em Lula. Sem exceção, a grande
decepção é em relação à administração de
Wilma. A opinião geral é que ele ainda não
começou e está provocando dificuldades em
vários setores, principalmente na saúde,
educação e segurança pública. A indecisão
está deixando órgãos importantes sem seus
administradores resultando em efeitos negativos
imediatos.
O presidente
Lula está com sua imagem levemente arranhada.
A incerteza do que será a Reforma da Previdência
incomoda a todos. Os servidores públicos
que votaram maciçamente em Lula, inconformados
com o arrocho salarial do governo FHC não
se conformam com o aumento anunciado de
apenas 4%, quando a reivindicação é de 46,95%.
O salário mínimo de até R$ 240,00 é o que
o Congresso anunciou. O trabalhador quer
saber qual será o salário mínimo de Lula,
não querendo acreditar que seja somente
o que vem sendo especulado.
Bom, hoje
é carnaval e esses assuntos devem ser deixados
para depois da quarta-feira de cinzas. Quem
quiser saber mais, vá ao Café Bagdad, aqui
em Mossoró, longe da guerra e onde a batalha
é somente política.
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