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Plano de habitação será inscrito no
Orçamento da União
O Diário Oficial da última sexta-feira, dia 31,
publicou Medida Provisória que cria o Programa de Subsídio à
Habitação de Interesse Social (PSH). Os recursos do PSH a serem
inscritos no Orçamento Geral da União (OGU) se destinarão a
complementar, no ato da contratação do financiamento, a capacidade
financeira de candidatos aos empréstimos. "Desta forma,
poderemos atender com financiamentos algumas famílias que pelos
critérios atuais não passam na nossa análise de risco de
crédito", diz o diretor de Desenvolvimento Urbano da Caixa
Econômica Federal, Aser Cortines.
Os recursos do PSH assegurarão o equilíbrio
econômico-financeiro das operações realizadas pelas instituições
financeiras que se habilitarem aos programas, como a Caixa Econômica
Federal, compreendendo as despesas de originação do crédito,
administração e cobrança, custos de alocação, remuneração e
perda de capital. "Desta forma, o custo dos programas sociais
ficará transparente e contabilizado no lugar legítimo.
O PSH complementará os valores suportados pelos
rendimentos dos mutuários beneficiados pelo programa. O governo
federal vai definir, na próxima etapa, a faixa de renda a ser
beneficiada pelo programa, assim como os procedimentos e condições
para o direcionamento dos subsídios e quais programas habitacionais
de interesse social serão alcançados pelos subsídios. "Com
este programa, abre-se uma nova fase nos programas habitacionais do
Brasil, com maior eficácia social", diz Aser Cortines.
REESTRUTURAÇÃO -
Desde 1995, quando o governo Fernando Henrique iniciou a recuperação
das fontes de financiamento da habitação, que estavam esgotadas, a
Caixa já aplicou R$ 23,6 bilhões em seus vários programas,
financiando a casa própria para 1.725.316 famílias.
O Ministério da Fazenda anunciou, há dois meses, a
reestruturação patrimonial da Caixa Econômica Federal com o
objetivo de tornar a instituição mais sólida para cumprir de forma
melhor o seu papel social.
Uma das premissas da reestruturação é a Caixa manter
linhas de crédito equilibradas, que não impliquem destruição de
capital para a empresa e risco não-explícito para o Tesouro, que é
dono de 100% da Caixa.
As linhas de crédito que utilizam recursos do FGTS,
que hoje atendem a 88% da população, abrangendo todas as famílias
com renda mensal inferior a R$ 2.000, seguem inalteradas para a compra
de imóveis novos, usados ou material de construção. Para imóveis
na planta, o limite máximo de renda familiar é ainda maior: R$
3.250,00.
Na Carta de Crédito FGTS Individual (para imóveis
novos ou usados), o empréstimo máximo é de R$ 44.000. Na Carta de
Crédito FGTS Associativa (para imóveis na planta), o maior valor é
de R$ 55.000. O valor máximo de avaliação dos imóveis é de R$
62.000. "Com esses valores, a Carta de Crédito FGTS é
suficiente para atender a maioria absoluta das famílias brasileiras,
em especial as que têm renda mais baixa", diz o diretor Aser.
Desde 1995, os recursos do FGTS já financiaram a
compra de 960.330 imóveis prontos, usados, na planta ou, ainda,
material de construção, com R$ 12,9 bilhões aplicados. Apenas em
2001, foram assinados 101.939 contratos com recursos do FGTS, com R$
1,5 bilhão investidos. Os juros para esses créditos são de 8% ao
ano mais a TR. Como a TR está por volta de 2% ao ano, o dinheiro
chega ao mutuário com juros inferiores a 1% ao mês. "É uma
taxa boa, ainda mais se considerarmos que o Brasil é um país que
alcançou há poucos anos a estabilidade econômica", acrescenta
o diretor Aser. O FGTS oferece, ainda, descontos para mutuários com
renda entre um e nove salários mínimos.
Nada muda, também, no Programa de Arrendamento
Residencial (PAR), que beneficia famílias com renda máxima de seis
salários mínimos, e que foi estendido há duas semanas para mais 105
cidades brasileiras com população superior a 100 mil habitantes.
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