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ATUALIZAÇÃO AOS SÁBADOS

 

 

Hoje, iniciaremos o quinto e último período da história do cinema: iniciando com neo-realismo italiano (1945) e estende-se até os nossos dias. Para tanto teceremos os nossos comentários divididos por fases, pois um assunto tão vasto não pode ser abordado em uma única vez.

O Neo-realismo italiano:

Terminada a II Guerra Mundial em 1945, surge o movimento neo-realista com Roma, cidade aberta, de Roberto Rossellini. É o início, para o cinema italiano, de um extraordinário período. Com os filmes neo-realistas ele se expande e adquire prestígio em todo o mundo.

Em 1949, Vittorio da Sica produz a obra-prima do neo-realismo italiano, o filme Ladrões de Bicicleta. O movimento declina por volta de 1952. Mas já em 1950 estreara como diretor Frederico Fellini com os filmes La Strada e La Dolce vita, que será o vulto central do cinema italiano na fase da maturidade que em 1960 já se diagnosticava.

O cinema mundial do pós II Guerra até a década de 50

A segunda revelação do pós-guerra veio com o cinema inglês: Carol Reed com O condenado e O Terceiro homem; David Lean com Grandes esperanças e Oliver Twist; Laurence Olivier, que já tinha realizado em 1944 o clássico Henrique V, retoma Shakespeare com a adaptação de Hamlet e Ricardo III.

Contudo, a maior revelação vem do gênero comédia, realizada nos Ealing Studios tendo como principais representantes Robert Hamer com As Oito vítimas; Charles Crichton com O mistério da torre, e Alexander Mackendrick com O Quinto elemento e O Homem do terno branco. Vale salientar que todos esses filmes tiveram como estrela principal o comediante Alec Guinness.

O cinema mexicano neste período vive o predomínio de Emilio Fernández e Gabriel Figueroa, destacando-se na filmografia da dupla Maria Candelária e Pérola.

O Japão revela um dos maiores nomes do seu cinema, cultuado até os dias de hoje: Akira Kurosawa com a sua obra-prima Os Setes Samurais. Destaca-se também, Kenji Mizoguchi com Contos da lua vaga após a chuva e Teinosuke Kinugasa com o filme A Porta do inferno.

A Suécia retoma sob as suas velhas bases, tendo Igmar Bergman com o seu maior expoente. Outros cinemas, de menor porte, como o polonês começaram a se projetar internacionalmente com o cineasta Andrzej Wajda com o filme Kanal, Cinzas e diamantes. O argentino traz as obras de Leopoldo Torre-Nilsson.

Na França, os diretores veteranos vão cedendo o lugar para jovens entre 25 a 40 anos. Embora nomes como René Clair, Renoir, Clément e Abel Gance continuassem parcialmente na ativa. Desse cinema renovado, merece destaque Roger Vadim com E Deus criou a mulher, revelando para o mundo a atriz Brigitti Bardt, Claude Chabrol com Os Primos, François Truffaut com Os Incompreendidos, Alain Resnais com Hiroshima meu amor e Jean-Luc Godard com o Acossado. Todos eles permanecem até hoje como referência para o cinema francês.

Wollywood nesse período produz bons filmes tendo à frente nomes como John Ford, John Huston, Alfred Hitchcock, Elias Kazan entre outros. Kazan em 1951 filma Uma Rua chamada pecado, tendo como protagonistas a Vivien Leigh e Marlon Brando.

A renovação nas décadas de 50-60 é ínfima tendo apenas revelado Robert Aldrich com A Morte num beijo, Attack com Morte sem glória e Stanley Kubrick com Glória feita de sangue. Este último produz uma vasta filmografia, estendendo-se até os anos 90.

No próximo encontro enfatizaremos o cinema mundial a partir dos anos 60. Até lá.