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“Presentes”
de ano novo
Passada
a euforia das festas de fim de ano, os mossoroenses
chegaram à conclusão que o ano novo, para
eles, nada mais é que o dia seguinte e que
tudo continua como antes. Os problemas voltam
e continuam tirando o sono de todos.
Os governantes
não deixam sequer passar a ressaca da festa
em comemoração à chegada do ano novo. Em
Mossoró, por exemplo, o dia seguinte foi
“brindado” com “presentes” nada atrativos:
falta de médicos nos hospitais (veja matéria),
aumento nas tarifas de ônibus e atrasos
de salários.
A prefeita,
Rosalba Ciarlini, como tem se acostumado
em seus mandatos, deixa sempre para conceder
o aumento na tarifa de transportes coletivos
urbanos no apagar das luzes do ano velho.
Querendo
deixar o aumento passar desapercebido, Rosalba
Ciarlini baixou decreto autorizando o reajuste
no dia 27 de dezembro, mas somente divulgou
para a imprensa ontem, torcendo para que
poucos se interessem pelos noticiários nesses
dias em que muita gente aproveita para descansar.
Agora,
a passagem de ônibus inteira custará R$
1,10 e a meia R$ 0,55 centavos. A prefeita
justificou, no decreto em que autoriza o
aumento, que levou em consideração a alegativa
apresentada pelos empresários do setor,
que para solicitar o reajuste apontaram
que houve aumento nos componentes da atividade:
salários, peças de reposição e acessórios.
ATRASO
- Rosalba achou pouco e ainda atrasou o
pagamento de grande parte dos funcionários
públicos municipais. Aliás, a própria prefeitura
anunciou que não pagaria o mês de dezembro
a todos os funcionários. Isso ficou claro
quando, ao mandar à imprensa release sobre
o pagamento do mês, a prefeitura não divulgou
todo o calendário do desembolso.
No primeiro
dia de pagamento (30) foram contemplados
os servidores da Secretaria de Educação.
Já no segundo dia (31 de dezembro) receberam
os profissionais do Programa Saúde da Família
(PSF), agentes comunitários de saúde e de
combate à dengue.
Para os
demais servidores, o informado pela prefeitura
foi de que “a área econômica da municipalidade
dará continuidade ao pagamento dos vencimentos
ao restante da categoria de servidores em
janeiro”, sem, no entanto, especificar um
dia. A prefeitura garante que 70% do funcionalismo
já recebeu o pagamento referente ao mês
de dezembro.
Para os
servidores que ainda não receberam, a versão
que existe é que o dinheiro foi destinado
para a Câmara de Vereadores.
Procurado
ontem à tarde pela reportagem para dar a
versão da prefeitura sobre o caso, o secretário
da Administração e Recursos Humanos, João
Newton da Escóssia, não foi localizado.
Falta
de médicos no HRTM causa revolta
O Hospital
Regional Tarcísio Maia (HRTM) vinha recebendo,
nos últimos dias, inúmeros elogios por grande
parte da população mossoroense. Embora,
nem tudo fosse flores, muita coisa havia
mudado para melhor no hospital.
O estado
de caos que estava instalado naquela unidade
de saúde antes da gestão de Walter Souza
Pinto havia sido vencido e algumas mudanças
trouxeram de volta ao hospital a credibilidade
que havia sido perdida pelo mau atendimento
que tinha caracterizado o HRTM nos últimos
anos.
Mas quase
tudo foi abaixo na última quarta-feira.
Exatamente no primeiro dia do ano, um dos
principais problemas vividos pelo hospital
durante um bom tempo, voltou a se repetir:
a falta de médicos.
Em alguns
momentos, os pacientes que procuraram atendimento
médico no dia 1° deste mês, tiveram a sensação
de que tudo voltaria a ser como antes, num
passado que todos lutam para esquecer.
Para se
ter uma idéia da situação, não havia clínico
geral de plantão na quarta-feira. Alguns
casos graves, como o de uma gestante – que
não quis ter sua identidade revelada - que
sofria dores, não foram atendidos.
Já o vendedor
João Maria Silva, morador do Alto de São
Manoel – que há três dias sofria com uma
dor de barriga, também voltou para casa
sem ser atendido. Assim como ele, outras
pessoas que não foram atendidas ficaram
revoltadas.
O diretor-geral
Walter Souza Pinto não se encontrava no
hospital quando a reportagem tentava a versão
do hospital para o caso. O diretor-médico
também estava ausente, pois havia trabalhado
pela manhã. Já o diretor-administrativo
estava usando o caixa eletrônico instalado
no hospital e disse que retornaria o contato,
o que não ocorreu até o fechamento desta
página, às 19h.
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