Governo baixa medidas para reduzir preço de computador

 Até o final deste ano de 2003, os computadores produzidos no país, com valor de até R$ 11 mil, terão isenção de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) e a obrigatoriedade de as indústrias investirem em pesquisa e desenvolvimento cairá de 5% do faturamento para 2,5%.

Essa foi uma das últimas medidas anunciadas pelo ex-ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, embaixador Sergio Amaral, antes de deixar o cargo, no dia 31.

O conjunto de medidas deve estimular a produção de computadores no Brasil e reduzir o preço ao consumidor. Além disso, uma resolução da Câmara de Comércio Exterior (CAMEX) vai reduzir a alíquota de importação de computador de 26% para 16%.

De acordo com a Lei de Informática, a isenção do IPI para os componentes e computadores terminou em 2000. A partir de 2001, esses produtos eram beneficiados com reduções do pagamento de IPI, que começava com abatimento de 95% do imposto devido e sofria reduções de cinco pontos percentuais a cada ano até 2009. Em 2010, acabava o abatimento.

ISENÇÃO – Com a nova MP, os computadores voltam a ficar isentos do pagamento do IPI em 2003. No ano seguinte, o produto será tributado com desconto de 95% do imposto devido e de 90% em 2005. Entre 2006 e 2009, a tributação será de 70% do imposto devido. Em 2010, acaba a redução do IPI.

O objetivo desses incentivos é aumentar a produção de computadores no País já que apenas 6% da população têm acesso a essa tecnologia. O ministro espera que a produção atual de 1,3 milhão de unidades por ano passe para 3,2 milhões nos próximos três anos.

Outro benefício apontado por Amaral é a redução do custo tanto para as fábricas quanto para o consumidor. De acordo com os números anunciados, as medidas irão reduzir o custo de produção em 18% e o preço final em 15%.

Além de reduzir o custo de produção, o governo espera com essas medidas combater o chamado “mercado cinza”, o mercado dos computadores contrabandeados ou fabricados com componentes de origem não legalizada.

Segundo estimativas do setor, em torno de 60% dos computadores vendidos no Brasil são contrabandeados. No “mercado cinza”, o preço final chega a ser até 30% menor do que no mercado legal.


 

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Mossoró-RN, sexta-feira, 3 de janeiro de 2003