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Gerais
Programação
de oficinas com profissionais do sexo está
pronta
A proposta
de criação de uma entidade representativa
dos profissionais do sexo, começa a se fortalecer
dentro de uma importante iniciativa desenvolvida
pela Gerência Executiva de Saúde/Departamento
de Prevenção às DST-AIDS, denominado de
‘Projeto Mariposas’, que se iniciará nesta
primeira quinzena de janeiro.
O Projeto
Mariposas teve seu início em setembro de
2002, com o cadastramento de uma numerosa
parte dos profissionais do sexo que atuam
em Mossoró, em 30 pontos de prostituição
nas ruas (bares, esquinas etc.) e Casas
de Drinks, pela coordenação do programa
de prevenção às DST/AIDS.
Segundo
a coordenadora do setor de Prevenção às
DST/AIDS, Patrícia Leite, o cadastramento
integra apenas a primeira etapa do projeto
que conta com a parceria das Ongs que lidam
com AIDS e da Gerência Executiva de Ação
Social.
A pedido
das mulheres cadastradas, o evento deverá
ocorrer durante o dia, em locais próximos
de onde trabalhem e que concentrem grupos
de mulheres por pólos, para que não haja
grandes deslocamentos. Entre os temas que
deverão ser abordados estão: ‘Prevenção
às DST/AIDS’; ‘Violência’; ‘Higiene Corporal’,
entre outros numa programação que já está
concluída e deve ser finalizada somente
em março, com um seminário.
“Devemos
estimular a criação da entidade durante
a realização das oficinas e lançar a idéia
durante o seminário em março. A idéia já
tem uma receptividade da Gerência de Desenvolvimento
Social, que assumirá o apoio a estes profissionais
para a criação do sindicato”, explica Patrícia
Leite.
A sede
do Projeto Mariposas, a partir da próxima
semana, vai ser no Núcleo de Atenção à Familia
(NIAF), no Alto de São Manoel, e esta contará
com uma coordenação para acompanhar o projeto
antes, durante e após a realização das oficinas.
“As oficinas
têm dois objetivos. O primeiro, é o de fazer
com que os homens e mulheres que atuam com
o sexo nas ruas ou em casas, freqüentem
as nossas unidades de saúde, conheçam o
programa de atenção à mulher e depois estimulem
uma representação social com a criação deste
sindicato, como já ocorre em capitais como
Natal e Fortaleza, para lutar por direitos
no combate às agressões”, explica Patrícia.
APROCE
- A coordenadora do DST/AIDs adianta que
a gerência já conseguiu o contato com Marinalva
Silva, a presidente do Sindicato dos Profissionais
do Sexo do Ceará (APROCE). Ela deve vir
participar dentro do seminário e contar
a experiência do sindicato em Fortaleza.
Conselho
Tutelar da Criança elabora calendário de
ações para 2003
O Conselho
Tutelar da Criança e do Adolescente de Mossoró
- 34ª Zona - se prepara para elaborar as
primeiras ações a serem trabalhadas em 2003.
O calendário
deve envolver ações em parcerias com órgãos
prestadores de serviços - ITEP, DRT
e outros, diante dos resultados já apresentados
pelas palestras realizadas em comunidades
rurais, abordando como tema o ‘Estatuto
da ‘Criança e do Adolescente’.
As palestras,
realizadas ano passado, foram levadas pelos
conselheiros a diversas comunidades rurais
da cidade, entre elas a de Jucuri, Bom Sucesso,
Mulunguzinho, Favela, Veneza, Pedra Branca,
Poço Novo, Cabelo de Nego, Baixa Grande
e Boa Sorte (Baraúna).
Segundo
a conselheira Eliete Maria, as palestras
surtiram efeitos mais que positivos nestas
comunidades, onde a população obteve informações
sobre violência, abusos contra crianças
e adolescentes.
No entanto,
os conselheiros puderam identificar problemas
sérios relacionados à cidadania. De acordo
com Eliete, percebeu-se que várias crianças,
nas comunidades passadas pelo CT, não tinham
nem registro de nascimento.
Diante
disto, o calendário de ações de 2003 deverá
ser elaborado priorizando o contato com
órgãos de serviços para se promover o benefício
a estas comunidades.
“Devemos
sair de férias neste período, mas já estamos
preparando o calendário de ações do CT para
ver se conseguimos levar até eles e fazer
uma campanha, levando até os assentamentos,
além das nossas palestras sobre direitos
e deveres, também alguns órgãos que prestam
serviços. Se conseguirmos, será de muita
importância, pois em dois assentamentos
visitados tem crianças sem registro de nascimento
e que não foram vacinadas contra doenças”,
explica Eliete.
A idéia
dos conselheiros é a de que esse trabalho
possa ser viabilizado com o retorno das
atividades escolares, pois as atividades
já realizadas ocorreram nas escolas destas
comunidades rurais.
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