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Pesquisa revela que irrigação com água salobra reduz o rendimento e deixa o melão mais doce

 

WILLIAMS VICENTE
Editor de Cotidiano

A região Oeste do Rio Grande do Norte, que é o maior produtor de melão do país, tem mais água salgada disponível do que água doce. Por isso, doutores, mestres e estudantes da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa) e da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), na Paraíba, estão há dez anos envolvidos na análise dos efeitos do uso da água salobra na irrigação do melão.   

"Na região, a gente tem de água doce a potencialidade de usar 25 milhões de metros cúbicos, enquanto que de água de poços rasos, ou seja de água salobra, nós temos 200 milhões de metros cúbicos, quase dez vezes mais. Então, é questão de disponibilidade e é água barata", informa o agrônomo José Francismar Medeiros, coordenador da pesquisa.   

O uso da água salgada diminui o rendimento das lavouras. O melão nasce em menor peso e número. Dependendo do tipo da fruta, a produção cai até 30%. Numa das analises já foi constatado que os produtores conseguiram com a irrigação de água doce colher em um único hectare 38 toneladas de melão e com água salgada a produção caiu para 32 tolenadas, uma redução de 15%. Mas, o que os pesquisadores querem é justamente descobrir como minimizar os efeitos do sal.     

A pesquisa já aponta estratégias que os produtores podem usar para que não se desperdice a abundante água salobra da região. Alternar a irrigação com água doce no período de floração do melão é uma delas, pois pode reduzir a perda para apenas 5%. E algumas variantes do melão são mais resistes ao sal do que outras.   

Num dos campos de cultivo próximo à fazenda Maisa, os pesquisadores têm analisado os efeitos da água salobra em quatro tipos de melão. O melão conhecido como pele-de-sapo é o que melhor reagiu. Ele sofre perda no peso de mais ou menos 15%, enquanto o melão-amarelo, que é até mais comum, fica entre 20% e 30% menor. Mas todos eles têm uma reação em idêntica à água salgada: ficam mais doces do que quando irrigados com água comum.

"A planta precisa fazer um ajustamento osmótico para poder puxar água do solo. A reação química que acontece deixa ele mais doce, o que acontece também com o tomate e outras frutas", revelou Francismar.

  Esse detalhe saboroso é outro ponto da pesquisa que deve ser usado pelos produtores para faturar mais. Além de apontar a redução do impacto do sal no rendimento da lavoura, a pesquisa atende um pré-requisito do exigente mercado europeu. Quanto mais doce o melão, melhor.

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