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Secom
admite negociar reajuste de 20%
O
Sindicato dos Empregados no Comércio de
Mossoró (SECOM) cogita fechar um acordo
de reajuste salarial com o percentual abaixo
do índice pautado entre as reivindicações
feitas à classe patronal.
O Secom
solicitava um aumento do piso da categoria
dos atuais R$ 242 para R$ 320, o que corresponderia
as perdas inflacionárias dos últimos 12
meses e a corrosão salarial do período.
A reivindicação
foi desconsiderada pelo Sindicato do Comércio
Varejista de Mossoró (SINDIVAREJO), que
ainda pleiteava o congelamento provisório
do atual piso dos comerciários.
REVISÃO
– A presidenta do Secom, Raimunda Soares
dos Santos, admitiu que negocia com a entidade
patronal um reajuste do piso equivalente
ao percentual do salário mínimo nacional
anunciado pelo governo federal, ou seja
20%.
Uma das
condições que o Sindivarejo vinha impondo
para não negociar o aumento da categoria
era justamente a indefinição do valor do
salário, divulgado anteontem pelo governo
Lula. O mínimo subiu de R$ 200 para R$ 240.
Atualmente
o piso salarial da categoria de funcionários
do comércio varejista de Mossoró é de R$
242. O Secom desde o início das negociações
tenta sem sucesso elevar esse valor para
R$ 320.
Com um
reajuste de 20%, proporcional ao concedido
como referência nacional, o piso dos empregados
no comércio varejista de Mossoró saltaria
para R$ 290,40, portanto R$ 30,00 a menos
do que havia sido reivindicado inicialmente.
A 4ª rodada
de negociações entre as duas entidades sindicais
ocorre hoje às 10 da manhã, na sede da Sub-
Delegacia do Trabalho (SDT), com a intermediação
de um fiscal do Ministério do Trabalho e
Emprego.
Outras
propostas podem ser revistas
Raimunda
Soares disse que pode discutir também outros
pontos relativos a pauta de reivindicações
feita pela categoria ao Sindivarejo, entre
elas a criação de um banco de horas extras.
O Sindivarejo
tem defendido desde o início das negociações
a inclusão do banco de horas extras que
serviria como um instrumento de reposição
no caso do funcionário necessitar faltar
algum dia ao emprego.
CONTRAPARTIDA
– “Podemos até discutir sobre esse assunto,
mas não vamos negociar um banco de horas
sem uma contrapartida do Sindivarejo”, declarou
Raimunda Soares, presidenta do Secom.
Além disso,
o sindicato patronal ainda propunha uma
redução no percentual cobrado em cima dessas
horas extras pagas aos empregados no comércio,
dos atuais 70% para 50%.
Raimunda
ressaltou que seria preciso antes de mais
nada que o Sindivarejo retomasse o horário
convencional de funcionamento do comércio,
que seria até as 18 horas, e resgatasse
o Dia do Comerciário, comemorado na terceira
semana de outubro.
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