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Crescendo para cima

A verticalização da área urbana de Mossoró é hoje uma coisa vista a olhos claros. E essa realidade deixa o que pensar pelos mais variados aspectos. Se por um lado a importância da construção civil nesse ângulo pode ser ressaltada pela sua capacidade multiplicativa que lhe é peculiar, por outro ela também é responsável pela criação de vários problemas urbanos. O que seria de um incêndio num edifício de 20 andares em Mossoró? Pois é, enquanto a cidade cresce para cima, uma boa parcela da população faz essa interrogação que, certamente, exige uma resposta imediata das nossas autoridades.

Em paralelo a isso, o segmento da construção civil enfrenta um chamado decesso econômico em muitas regiões do país, mas, felizmente, em Mossoró, vendo-se a coisa pelo lado da economia pura e simples, isso não ocorre. Pelo contrário, a construção de prédios é uma atividade em plena expansão. Hoje mesmo será lançado um novo empreendimento imobiliário no Maison Buffett chamado de Residencial Spazio di Veneto, a cargo da Massai Construções e Incorporações Ltda, e a Imobiliária Solimões.

A chegada desse chamado boom imobiliário em Mossoró faz circular no mercado construtor investimentos expressivos, enquanto provoca um incremento em compras e vendas de terrenos, a contratação de projetos arquitetônicos de obras e serviços e até a instalação de canteiros com oportunidades diversificadas de trabalho. Essas são as nuances positivas da questão. Para que possamos fazer um a idéia quanto a geração de emprego e renda nada há melhor do que a construção civil que destina 50 por cento dos seus recursos para a mão-de-obra e os demais 50 por cento para a aquisição de materiais e realização dos serviços. Sem falar que a receita advinda de impostos desse giro econômico ocorre em curto prazo.

Desse modo, a cadeia produtiva alcança a indústria, o comércio, os serviços e mais que isso, emprega mão-de-obra sem especialização pela própria natureza do trabalho realizado. Portanto, estimular e incentivar a construção civil é criar emprego e renda, na certa.

No que toca a segurança em desses prédios, aí é outro caso a debater, pois Mossoró está a braços na presente conjuntura com esse sério problema. E esse é o lado mais negativo da discussão.

 

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Mossoró-RN, quinta-feira, 3 de abril de 2003