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Justiça
pede delegado especial para o caso da
PAMN
Consumo
e tráfico de drogas, associação para o tráfico,
homicídio, ocultação de cadáver, saída irregular
de presos, fugas, corrupção. Estas são as
imputações atribuídas contra um grupo de
seis presos, um agente penitenciário e até
as administrações passadas e presente da
Penitenciária Agrícola Mário Negócio (PAMN),
que deverão ser questionadas no decorrer
da instauração do inquérito policial. Informações
a este respeito foram fornecidas a O Mossoroense
pelo bacharel Renato Batista da Costa, titular
da Segunda Delegacia Regional de Polícia
Civil (2ª DRPC).
Em
contato com a reportagem na manhã de ontem,
o bacharel Renato Batista disse que já está
em suas mãos o expediente enviado pelo juiz
Expedito Ferreira de Souza, solicitando
a designação de um delegado especial para
investigar o caso. “Nós vamos enviar o pedido
para a Divisão de Polícia do Oeste (DIVIPOE)
que, por sua vez, a encaminhará ao delegado
geral de polícia, Gladson Araújo. Ele é
quem tem poderes para efetuar a designação”,
declarou.
Desde
a manhã de sábado, quando foram encontrados
os restos mortais do detento José Alexandre
de Melo, o “Itaú”, um escândalo se abateu
sobre a PAMN. Denúncia feita pela vítima
à direção, no início do ano, de que no interior
do presídio presos estavam saindo para praticar
assaltos, comercializar drogas e até objetos
preciosos, tudo isso sob a permissão de
agentes, o que o levou o “Itaú” a ser assassinado
como queima de arquivo, fez com que o juiz
Expedito Ferreira de Souza adotasse providências
urgentes.
Os
presos que foram acusados de liderarem o
tráfico e encomendar a morte de “Itaú” foram
imediatamente transferidos juntamente com
mais quatro companheiros para as penitenciárias
de Alcaçuz e João Chaves, em Nísia Floresta
e Natal, respectivamente, além do presídio
regional de Caicó.
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