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Seridó
poderá se tornar pólo de desenvolvimento
tecnológico e econômico
ASSU/SERIDÓ
– Marcada por problemas ambientais, como
a desertificação e clima semi-árido, a região
do Seridó do Rio Grande do Norte poderá
se tornar um pólo de desenvolvimento tecnológico
e econômico, a partir da construção do Gasoduto
Assu-Seridó, que abastecerá 28 municípios
seridoenses, além de cidades paraibanas
próximas.
O projeto,
fruto de um estudo patrocinado pela Federação
das Indústrias do Estado do Rio Grande do
Norte (FIERN) à Agência de Desenvolvimento
do Seridó (ADESE), será apresentado nesta
sexta-feira, 4, na cidade de Caicó, ao governo
do Estado.
Orçado
em torno de R$ 100 milhões, o gasoduto terá
condições de abastecer esses municípios
com 400 mil metros cúbicos de gás natural
por dia. Com isso, a região terá uma importante
fonte de energia para atrair novas indústrias,
bem como desenvolver as que já existem,
a exemplo do setor ceramista e o de mineração,
que já foi uma das principais alavancas
econômicas do Seridó.
O Gasoduto
Assu-Seridó terá uma extensão total de 310
km, partindo do Vale do Assu até o município
de Jucurutu, onde terá duas ramificações:
Jucurutu-Caicó e Jucurutu-Currais Novos.
Em Caicó, partirá um outro ramal que abastecerá
a cidade de Parelhas. Todo o gás será proveniente
de um outro gasoduto já existente, o ‘Gasfor’,
que leva o gás natural de Guamaré (RN) para
Fortaleza(CE).
LENHA
- Com a utilização do gás natural, problemas
como o da desertificação irá diminuir na
região Seridó, já que a extração de lenha,
para ser utilizada nos fornos, é uma das
principais causas do desmatamento. “Quanto
a devastação, costumam culpar principalmente
os ceramistas, mas a extração de lenha é
uma atividade comum na região. Quem trabalha
com panificação e produção de doces, atividades
comuns no Seridó, também se utiliza desta
fonte energética”, explica o presidente
da Adese, Rômulo Macedo.
Além de
preservar o meio ambiente, os ceramistas
que utilizarem o gás natural como fonte
energética diminuirão o desperdício de matéria-prima
em até 50%, se comparado às despesas com
o uso da lenha. Com o gás, fica mais fácil
controlar a temperatura dos fornos, conseqüentemente
diminui o tempo de queima aumentando a qualidade
do produto final.
Ceramistas
vão solicitar projeto sobre utilização do
gás natural
Atualmente
76 cerâmicas estão instaladas na região
de abrangência do projeto do Gasoduto Assu-Seridó
e para que os empresários sintam-se mais
interessados em utilizar o gás natural como
fonte de energia, o sindicato da categoria
solicitará um estudo para que o preço do
produto seja diferenciado para a categoria.
“Adotando o gás natural, as cerâmicas terão
a obrigação de parar com o desmatamento,
e conseqüentemente as agressões ao meio
ambiente irão diminuir”, explicou o presidente
do sindicato do setor ceramista, Pedro Terceiro
de Melo.
O estudo
será entregue às autoridades ambientais
e se for aceito favorecerá tanto aos ceramistas,
que terão energia a um custo mais baixo,
quanto ao governo que terá recursos financiados
para recuperar a região, através dos fundos
de reflorestamento.
Com este
projeto, o Rio Grande do Norte ganhará mais
uma importante área para o crescimento industrial,
gerando novos empregos e a oportunidade
de preservar o meio ambiente através do
desenvolvimento sustentável.
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