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Concluídas no último final de semana
as obras de construção do aterro sanitário da cidade
de Mossoró que irão possibilitar a eliminação do acúmulo
de resíduos sólidos a céu aberto e pôr um fim aos lixões,
como também resolver problemas ambientais e sociais
decorrentes do lixo. A obra só foi possível graças a
uma parceria firmada entre a prefeitura e a Petrobras,
sendo do governo municipal a responsabilidade pela construção
e a Petrobras pelos equipamentos. A prefeitura de Mossoró
investiu recursos da ordem de R$ 1.101. 904,51.
De acordo com o secretário de Serviços
Urbanos, Alex Moacir, a inauguração agora está na dependência
da liberação de operação do Instituto de Desenvolvimento
Econômico e Meio Ambiente (IDEMA) do Rio Grande do Norte.
"Estamos com tudo pronto para funcionar, mas só
poderemos marcar a inauguração quanto o Idema nos der
a licença para funcionamento", comentou. Com essa
obra, o município se prepara para a concretização do
projeto de coleta seletiva de lixo.
A secretária municipal da Gestão Territorial
e Ambiental, Kátia Maria Pinto, disse em contato com
a reportagem que desde o último mês de janeiro deu entrada
no pedido de licença para operação, mas até o momento
não obteve nenhuma resposta. "Acredito que deve
ser em função do acúmulo de processos no Idema que está
demorando", disse.
O aterro sanitário tem um pórtico
de entrada à margem da BR-110, já que as células destinadas
a receber o lixo ficam afastadas cerca de 900 metros
da rodovia. O pórtico é formado de muro, cobertura e
mata-burro e ocupa uma área de 15 hectares e fica localizada
na saída para Areia Branca. O aterro é formado por seis
células - estruturas para acomodação de resíduos -,
cada uma medindo 170 metros de comprimento, 70 metros
de largura e seis de profundidade. A estrutura armazenará
69.300 metros cúbicos de resíduos residenciais. O projeto
prevê também a pavimentação do acesso, incluindo trecho
calçado na BR-110. O percurso do pórtico de entrada
até as células receberá calçamento para evitar problemas
quando começar a chover.
Falando sobre a obra, o secretário
Alex Moacir disse que o aterro sanitário é uma visão
de futuro da prefeitura. "Você não pode pensar
somente em um projeto de resultados imediatos, mas sim
que o mesmo vai proporcionar melhoria de qualidade de
vida para as futuras gerações", falou.
Consta ainda do projeto de construção
um pórtico de entrada à margem da BR-110, já que as
células destinadas a receber o lixo ficam afastadas
cerca de 900 metros da rodovia.
O pórtico é formado de muro, cobertura
e mata-burro. A execução do projeto obedece ao cronograma
elaborado pela prefeitura e a obra deve ficar pronta
em dezembro, conforme o prazo de dez meses.
O QUE SERÁ FEITO COM OS CATADORES
DO LIXÃO?
Segundo o secretário Alex Moacir,
a idéia inicial da prefeitura é que os catadores se
organizem em cooperativas para que depois seja firmado
um convênio com a prefeitura e a partir de então implantar
uma coleta seletiva, onde o município entraria com a
estrutura e as cooperativas com o material humano. "O
nosso objetivo é fazer com que essas pessoas saiam da
condição subumana e passem a viver em situação mais
digna e de higiene, com o município dando o suporte
técnico a todos eles", acrescentou.
Um detalhe que Alex Moacir faz questão
de comentar é que nem todas as pessoas que trabalham
no lixão são de Mossoró. Um cadastro organizado por
uma turma de alunos do Centro Federal de Educação Tecnológica
(CEFET), aponta que existiam cerca de 100 pessoas trabalhando
na catação de lixo.
Desse total, segundo o levantamento,
aproximadamente 60% vinham de Natal e hoje, depois de
um novo cadastro realizado, só constam 60 pessoas trabalhando,
pois a maioria está se mudando para Campina Grande,
no Estado da Paraíba, onde não existe aterro sanitário.
"Essa infelizmente é a realidade do nosso lixão.
A grande maioria veio de Natal e já está falando em
se deslocar para o vizinho Estado", concluiu.
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