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Jogos disputados, festa do título
realizada, mas tudo isso pode não ter nenhuma validade
para o ABC que, no domingo, venceu o América na decisão
do Campeonato Estadual, porém terá que provar na Justiça
que não atuou de forma irregular, ao utilizar o jogador
Ivan Ricardo. A queixa, já transformada em denúncia
pelo procurador da 1ª comissão disciplinar do Tribunal
de Justiça Desportiva (TJD) da Federação Norte-rio-grandense
de Futebol (FNF), Marco Pólo, é de autoria do Potiguar.
O processo tem seu julgamento programado
para hoje, a partir das 18h, no TJD, em Natal, e o Potiguar
será defendido pelo advogado Lupércio Segundo e enquanto
o ABC, que começou com o advogado José Wilson, tem à
frente agora o advogado João Maria Trajano. O fato coincide
na possível troca de advogado no alvinegro, teria sido
uma declaração de José Wilson, que confirmava a decisão
do clube natalense de suspender o contrato por questões
salariais.
REFORÇO
Além do Potiguar, o América também
entrou com uma ação na semana passada. O atacante Ivan
foi utilizado pelo alvinegro nos jogos da semifinal
contra o alvirrubro mossoroense na segunda partida em
Natal e nos dois jogos da final contra a equipe americana.
Questão começou como abandono de
emprego
A motivação da ação jurídica envolvendo
o time natalense foi o fato de Ivan, mesmo tendo contrato
em vigor com o ABC, abandonou a equipe no dia 11 de
janeiro para atuar fora do Brasil, mais precisamente
no time do Wilstermann, de Cochabamba, na Bolívia. Até
o momento, nenhum documento foi apresentado, comprovando
que o atleta esteja legalizado.
A tese do advogado do Potiguar, Lupércio
Segundo, passado os trâmites legais de caracterização
de abandono de emprego, a própria diretoria do alvinegro
tratou de suspender o contrato do jogador. Isso teria
acontecido no dia 22 de fevereiro, conforme o artigo
482, inciso I, da Consolidação das Leis do Trabalho
(CLT). Neste caso, o Potiguar questiona que houve quebra
de vínculo empregatício entre Ivan e o ABC.
O advogado Lupércio Segundo argumenta,
inclusive, que o próprio clube fez questão de caracterizar
abandono de emprego colocando nota em um jornal de Natal
pedindo para o atleta comparecer ao clube no prazo de
8 dias, conforme a CLT, sob pena de rescisão contratual.
Depois deste ato, no dia 22 de fevereiro, entrou com
pedido de suspensão de contrato na Federação Norte-rio-grandense
de Futebol (FNF) alegando que o jogador havia abandonado
o clube para atuar na Bolívia. Além do aviso de volta
do emprego, a defesa do Potiguar também colocou no processo
recortes de jornais que prova a passagem de Ivan pela
Bolívia.
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