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Os primeiros dados oficiais divulgados
pelo Instituto de Defesa e Inspeção Agropecuária (Idiarn),
indicam uma avaliação positiva com relação a primeira
etapa da campanha de vacinação contra a febre
aftosa deste ano.
De acordo com o presidente do Idiarn,
Romildo Pessoa Junior, o número de vacinas vendidas
na atual fase da campanha foi recorde em relação às
demais campanhas.
De um total de 911.750 doses disponíveis
no mercado foram comercializadas 817.120 doses, segundo
o que se conseguiu apurar até o final da tarde da segunda-feira,
30, data limite para que os criadores comprassem e aplicassem
as vacinas.
O número de vacinas disponibilizadas
no mercado sinaliza um índice de vacinação superior
aos 98% de todo o rebanho do Rio Grande do Norte, que
é de cerca de 950 mil cabeças.
Diante deste fato, a Secretaria de
Estado da Agricultura, da Pecuária e da Pesca, atendendo
recomendações da Superintendência do Ministério da Agricultura,
da Pecuária e Abastecimento (Mapa), presente na reunião
convocada pela Secretária Larissa Rosado, em conjunto
com a Emater e o Idiarn, manteve o prazo previsto para
encerramento da campanha de vacinação contra a
febre aftosa, encerrada na última segunda-feira.
A secretária Larissa Rosado afirma,
que o Governo ficou atento a evolução da campanha, consciente
dos níveis de dificuldades que os criadores teriam para
efetuar a vacinação com os animais debilitados pelo
atraso das chuvas, que retornaram há poucos dias.
Ela lembra que o governo, ao
lado dos criadores, vem fazendo sua parte, com a duplicação
de 06 para 12 Unidades Local de Sanidade Animal e Vegetal
(ULSAV's), reaparelhamento dos escritórios e capacitação
de pessoal, informatização do cadastro das propriedades,
adequação da legislação da defesa agropecuária que estará,
em breve, sendo submetida a Assembléia Legislativa,
além da criação do Idiarn, cujo o edital de contratação
da empresa para abertura de concurso público foi publicado
no último sábado.
Larissa Rosado observou que até o
final de maio deverá apresentar o conjunto de ações
bem sucedidas do Governo do Estado e da massiva colaboração
dos agropecuaristas, ao Ministério da Agricultura, devidamente
acompanhada da bancada federal, das entidades, dos criadores
e os demais segmentos interessados no agronegócio potiguar,
para cobrar o compromisso assumido com o estado, de
conceder a merecida reclassificação para, no mínimo,
território livre de médio risco, já que todas as exigências
foram atendidas.
Reação na última semana garantiu
bom resultado
Segundo a secretária, Larissa Rosado,
com a obtenção dos números foi possível, a partir da
colaboração dos criadores potiguares, que na reta final
da campanha se integrou de forma intensa garantindo
um avanço significativo na obtenção dos números.
"Fomos surpreendidos positivamente
com os números dessa última semana, que nos sinalizou
com mais de 90% de índice vacinal, possivelmente o maior
de todas as etapas já realizadas no estado e, certamente,
um dos maiores do circuito Nordeste", enfatizou.
A secretária fez questão de ressaltar
que a Sape se mantém atenta as denúncias feitas pelo
presidente da Associação Norte-rio-grandense de Criadores
(Anorc), José Bezerra Júnior, acerca do aumento nos
preços das vacinas no estado.
Larissa Rosado destaca que houve o
compromisso de entendimento entre a secretaria e a Anorc
no sentido de convocar na etapa de outubro, todos os
segmentos envolvidos na campanha de vacinação, para
evitar abusos na comercialização das vacinas.
Essa ação vai servir para que os revendedores
expliquem a diferença de preços praticados para o Rio
Grande do Norte em relação as outras regiões e somente
a variável transporte é fator da alteração de preços,
não se explicando, portanto, um valor tão acentuado
quanto o denunciado pela Anorc, em relação aos preços
praticados no Centro-Oeste, Sudeste e Sul.
No entanto, vale ressaltar que os
trabalhos não foram concentrados apenas na divulgação,
mas também na fiscalização e educação sanitária. "Nos
levando ao indicativo desse número recorde de vacinação,
notadamente pelas dificuldades que os agropecuaristas
tiveram que superar pela escassez de pastagem em algumas
regiões, somente amenizada pelas últimas chuvas",
frisou Larissa Rosado.
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