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Ipanguaçu - A realização de estudos
científicos conduzidos pela engenheira química Andréa
Lessa, dos quadros do Centro Federal de Educação Tecnológica
do Rio Grande do Norte (Cefet/RN), que levaram à constatação
de que há uma elevada incidência de cianobactérias nas
águas do rio Piranhas-Açu, com maior concentração na
esfera da barragem Engenheiro Armando Ribeiro Gonçalves,
principal reservatório de água doce do Estado com capacidade
global de 2,4 bilhões de metros cúbicos de água, serviu
de alerta para que se procure saber se o problema está
presente em outros mananciais hídricos da região.
Por ocasião de uma assembléia geral
realizada no dia 26 de abril passado, a questão foi
discutida na instância do Fórum das Associações Comunitárias
do município de Ipanguaçu. Por ocasião da reunião, realizada
nas dependências da sede do Sindicato dos Trabalhadores
Rurais do município, representantes de várias entidades
comunitárias endossaram a proposta de se convocar o
Cefet/RN para que pesquise se a água que é consumida
por várias localidades rurais está de acordo com as
condições de potabilidade preconizadas pela portaria
nº 518 do Ministério da Saúde.
Na mesma oportunidade houve a redação
de um documento, em seguida endereçado à direção da
Unidade Descentralizada do Cefet/RN, localizada na comunidade
de Base Física, em Ipanguaçu.
Povoações - Na reivindicação, assinada
por todos os membros do Fórum das Associações Comunitárias,
foi apelado à direção do órgão federal que diligencie
no sentido que sejam realizados estudos científicos
que poderão indicar se a água que vem sendo utilizada
para consumo humano em várias povoações rurais é de
boa qualidade.
A solicitação feita pela entidade
se volta precisamente para as coleções de água que abastecem
as seguintes localidades: Pedrinhas, Base Física, Pataxó,
São Miguel, Baldum, Luzeiro, Cuó, Picada, Porto, Itu,
Lagoa de Pedra, Sacramentinho, Arapuá, Capivara, Língua
de Vaca, Serra do Gado, Angélica, Canto Claro, Tira
Fogo, Tabuleiro Alto, Olho D'Água, Ubarana e ainda dois
trechos periféricos: os bairros Maria Romana e Manoel
Bonifácio.
Com data de 11 de abril último, a
correspondência já chegou ao conhecimento do diretor-geral
da unidade do Cefet/RN, professor Paulo Leiros.
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