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A II Unidade Regional de Saúde Pública
(II Ursap) está alertando as autoridades de saúde da
região Oeste sobre a pneumonia hemorrágica. O pontapé
inicial foi dado pela Subcoordenadoria de Vigilância
Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde Pública
(Sesap).
Segundo a coordenadora da equipe técnica
da II Ursap, enfermeira Silvana da Escóssia Pinheiro,
todos os municípios jurisdicionados à unidade de saúde
receberam as informações sobre a doença e qualquer agravamento
de viroses e pneumonia deve ser imediatamente comunicado
à Vigilância Epidemiológica do órgão.
Em março deste ano, a Sesap foi informada
sobre a ocorrência de óbitos em crianças com quadro
respiratório grave e de evolução rápida, sem etiologia
definida residentes em municípios da região metropolitana
de Natal e adjacências.
As crianças tinham relato de broncoespasmo,
que não respondia ao uso de broncodilatador e evoluíam
com sangramento do aparelho respiratório. Foi iniciada
a investigação composta por técnicos da Vigilância Sanitária
da Sesap e Secretaria Municipal de Saúde de Natal, infectologistas
da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN),
patologistas do Serviço de Verificação de Óbito (SVO)
e técnicos do Laboratório Central (Laren-RN).
Nas visitas domiciliar e hospitalar
com o objetivo de identificar exposições a possíveis
agentes etiológicos foram questionados: condições de
moradia, antecedentes mórbidos-pessoais, hábitos alimentares,
exposições ambientais, além da observação do ambiente
domiciliar.
O primeiro caso de pneumonia hemorrágica
foi registrado no dia 10 de março. A Secretaria de Estado
da Saúde Pública identificou 24 casos suspeitos, dos
quais 15 foram descartados por critério clínico e/ou
laboratorial/patológico.
Os óbitos ocorreram em diferentes
unidades hospitalares no município de Natal. Os principais
casos suspeitos estão distribuídos por seis municípios
do Estado: Natal (1), São Gonçalo do Amarante (2), Canguaretama
(1), Ceará-Mirim (1), Taipú (1), Parnamirim (1) e São
Tomé (1). A média de idade foi de quatro anos e 62%
correspondia ao sexo masculino.
De acordo com a subcoordenadora de
Vigilância Epidemiológica da Sesap, Maria Antonieta
Delgado Marinho, uma criança de 2 anos residente no
município de Galinhos com suspeita de pneumonia hemorrágica
apresenta melhora. A doença foi notificada à Sesap na
quinta-feira. Uma outra criança, de 11 anos, continua
internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Papi
e a situação é delicada.
A pneumonia é uma infecção ou inflamação
dos pulmões. Ela pode ser causada por vários microorganismos
diferentes, incluindo vírus, bactérias, parasitas ou
fungos. A respiração pode ficar mais curta e dolorosa,
a pessoa pode ter falta de ar e em torno dos lábios
a coloração da pele pode ficar azulada, nos casos mais
graves.
SINTOMAS - Dispnéia, sangramento,
febre, calafrios, dor no tórax e tosse com expectoração
amarelada ou esverdeada que pode ter um pouco de sangue
misturado a secreção. No Rio Grande do Norte, o período
médio entre o início dos sintomas e o aparecimento da
dispnéia foi de 5 dias, variando de 1 a 13 dias. O tempo
médio de evolução entre a data de início dos sintomas
e o óbito foi de nove dias, com intervalo de 1 a 20
dias. Quando avaliado os antecedentes, 75% dos casos
apresentavam histórico de doença crônica, como asma
brônquica, deficiência de alfa-1 antitripsina, epilepsia
e anemia falsiforme.
COLETIVA - Uma coletiva para discutir
a Pneumonia Hemorrágica Idiopática (PHI), foi realizada
na manhã de ontem na Secretaria Estadual de Saúde Pública
(Sesap) com o objetivo de esclarecer a imprensa, quanto
as particularidades da doença.
Segundo eles, os resultados dos exames
dos 9 casos que ainda não foram descartados serão divulgados
na segunda-feira (5). Os últimos três casos tiveram
resultados diferentes do que vem sendo analisado da
pneumonia hemorrágica.
Os representantes da Secretaria de
Saúde deixaram claro que não há motivo para pânico,
pois não há transmissão de pessoa a pessoa.
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