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Justino Neto Da Redação
A falta de uma Junta Administrativa
de Recursos de Infrações (JARI), órgão colegiado responsável
pelo julgamento dos recursos interpostos contra penalidades
impostas pelo órgão executivo de trânsito, está dificultando
o processo de municipalização do setor em Mossoró, junto
ao Departamento Nacional de Trânsito (Denatran).
É o que informa o secretário de Serviços
Urbanos, Alex Moacir, que reconhece a falha, mas garante
que o erro está sendo consertado. De acordo com ele,
o projeto já teve o parecer positivo do Ministério Público
e agora está dependendo do despacho da prefeita Fafá
Rosado para que possa ser aprovado pela Câmara Municipal.
Logo que isso aconteça a prefeitura vai abrir concurso
para agentes de trânsito.
Alex Moacir acrescentou que esse processo
de municipalização há mais de três meses estava no Denatran,
mas depois de analisado os técnicos detectaram a ausência
da JARI, que é uma exigência prevista no artigo 8º do
Código de Trânsito Brasileiro (CTB), com estrutura para
desenvolver atividades de engenharia de tráfego, fiscalização
de trânsito, educação de trânsito e controle e análise
de estatística. Ela é formada por membros do município
e da sociedade, não-remunerados.
Antes da implementação do Código de
Trânsito Brasileiro (CTB) apenas 17 municípios geriam
seu próprio trânsito. Atualmente, dos 5.560 municípios
brasileiros, 744 estão integrados ao SNT. Isso corresponde
a 76% da frota nacional e a 61% da população.
O Rio Grande do Norte tem 167 municípios,
mas apenas 13 já têm seu trânsito municipalizado: Assú,
Extremoz, Lagoa de Pedras, Maxaranguape, Monte Alegre,
Natal, Parelhas, Parnamirim, Rio do Fogo, Santana do
Matos, São Gonçalo do Amarante, Tangará e Touros.
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