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O resultado obtido no primeiro levantamento
da safra brasileira, 2006/2007, de cana-de-açúcar e
a sua destinação (açúcar, álcool e outros como
a cachaça) realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento
(Conab), inclusive no Estado do Rio Grande do Norte,
durante o período de 2 a 12 do mês passado, está sendo
divulgado.
A região Nordeste, responde por 13,2%
da produção nacional e 18,6% da área a ser colhida no
país, tem produção estimada para a presente safra de
60,6 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, representando
7,1% de acréscimo em relação à safra 2005/2006.
A produção da safra, 2006/2007, do
Estado do Rio Grande do Norte, corresponde a 4,8% da
produção nordestina e 0,6% da produção nacional, é estimada
em 2.889,7 milhões de toneladas, representando 9,5%
de acréscimo em relação à safra anterior. No mesmo período,
o comparativo indica aumento de área e produtividade
de 8,2% 1,2%, respectivamente.
Foram deslocados no período, 79 funcionários
da Companhia, que visitaram 370 usinas de açúcar e destilarias
de álcool e 60 entidades de classe, tendo sido aplicados
430 questionários em todo o território nacional.
A metodologia adotada foi a pesquisa
de campo, por método subjetivo, com aplicação de questionários
diretamente aos detentores das informações sobre o sistema
agro-industrial sucroalcooleiro e de outros usos. Os
questionários aplicados nas usinas e destilarias permitiram
a tabulação dos dados referentes a esse setor. Os dados
levantados, junto às demais entidades, possibilitaram
calcular a produção de cana-de-açúcar destinada a outros
usos.
Em função da variabilidade e da aleatoriedade
na formação dos preços de mercado das commodities e
ativos financeiros, na Nova Economia Institucional (NEI),
torna-se imprescindível uma moderna e segura produção
de dados e informações por parte do Estado. Os dados
e informações produzidos pela economia e disponibilizados
por instituições de Estado, são essenciais para a compreensão
da dinâmica desse mercado. Nesse sentido as organizações
de governo, como o USDA nos EUA ou o Mapa no Brasil,
com suas subsidiárias, revelam-se importantes colunas
da arquitetura de informação da produção e consumo agroindustrial
de seus respectivos mercados.
O objetivo da estimativa é subsidiar
o governo federal nas suas políticas e decisões junto
ao agronegócio da cana-de-açúcar e derivados. Esse
segmento é um dos mais importantes da agropecuária brasileira
e passa a contar com um sistema oficial de previsão
e avaliação de safras, que auxiliará a tomada de decisão
por todos os envolvidos nessa cadeia produtiva, em quaisquer
de suas fases. Segundo a programação ajustada com o
Mapa, este trabalho será executado em três períodos
durante o ano-safra da cana-de-açúcar, nos meses de
maio, agosto e dezembro.
A produção brasileira de cana-de-açúcar
na safra 2006/07 é estimada em 469,8 milhões de toneladas,
superior em 8,9% a da safra anterior, que foi de 431,4
milhões de toneladas. O respectivo crescimento ocorreu
em função da expansão de 5,4% na área, que passou de
5,8 para 6,2 milhões de hectares, e de 3,4% na produtividade
média, que passou de 73,868 para 76,353 kg/ha. Este
incremento é fruto do clima e dos investimentos ocorridos
nas indústrias atraídas pelos preços de mercado.
Desse total, 237,1 milhões de toneladas
(50,5%) são destinadas à produção de açúcar, 186,3 milhões
(39,6%) são destinadas à produção de álcool e o restante,
46,4 milhões (9,9%), são destinadas para outros usos,
tais como: fabricação de cachaça, alimentação animal,
sementes, fabricação de rapadura, açúcar mascavo e etc.
A região Centro-Sul, com 407,6 milhões
de toneladas, é responsável por 86,8% da produção nacional,
ocupa 81,4% da área a ser colhida (5,0 milhões de hectares)
e detém a maior produtividade média do país, de 81.338
kg/ha. A região Sudeste contribui com 325,9 milhões
de toneladas, o correspondente a 69,4% da produção nacional
e 80% da produção do Centro-Sul.
A produção da região Norte-Nordeste
é de 62,2 milhões de toneladas, correspondente à 13,2%
da produção nacional, cultivada numa área de 1,1 milhão
de hectares, 18,6% da área a ser colhida no país (Quadro
1).
Estima-se que a Indústria Sucroalcooleira
Brasileira esmagará, na Safra 2006/07, 423,4 milhões
de toneladas (90,1% da produção nacional), das quais,
237,1 milhões (56,0%) serão destinados à produção de
açúcar e 186,3 milhões (44,0%) serão destinados à fabricação
de álcool. Deste total, a região Sul participa 34,1
milhões de toneladas (8,1%), a Sudeste com 294,4 milhões
(69,5%), a Centro-Oeste com 41,8 milhões (9,9%), a Nordeste
com 51,8 milhões (12,2%) e a Norte com 1,5 milhão (0,4%).
Os principais Estados produtores do
setor Sucroalcooleiro são: São Paulo com 256,8 milhões
de toneladas (60,7%), Paraná, com 33,0 milhões (7,8%),
Minas Gerais com 27,1 milhões (6,4%), Alagoas com 21,0
milhões (5,0%), Goiás com 18,3 milhões (4,3%) e Pernambuco
com 16,1 milhões (3,8%) da produção de açúcar e álcool.
A produção de açúcar na safra 2006/07
é estimada em 29,2 milhões de toneladas, superior em
9,5% a da safra anterior (26,7 milhões). O Centro-Sul
participa com 85,1% (24,9 milhões) desse total que,
quando comparado com a safra anterior (22,5 milhões),
verifica-se um incremento de 10,6%.
A região Sul participa com 7,0% (2,0
milhões de toneladas) da produção de açúcar nacional,
a Sudeste com 70,8% (20,7 milhões), a Centro-Oeste com
7,3% (2,1 milhões), a Nordeste com 14,8% (4,3 milhões)
e a região Norte com 0,1% (0,02 milhão).
O Estado de São Paulo destaca-se como
o maior produtor nacional de açúcar, com 18,3 milhões
de toneladas (62,7% da produção nacional) e nesta safra
produzirá 9,5% a mais do que na safra anterior. O Estado
de Alagoas segue com uma produção de 2,1 milhões de
toneladas, superior em 1,43% (29,71 mil toneladas) a
da safra anterior, e que representa 7,2% da produção
nacional.
A produção de álcool estimada para
esta safra será de 17.775,9 milhões de litros, dos quais,
8.667,7 milhões (48,8%) são de álcool anidro, 9.053,3
(50,9%) milhões são hidratados e 54,9 milhões (0,3%)
são de álcool neutro. Quando comparado com a produção
da safra anterior, que foi de 16.997,4 milhões de litros,
verifica-se um crescimento de 4,58%.
O Centro-Sul participa com 91,1% da
produção nacional de álcool, 16.192,6 milhões de litros,
dos quais, 8.399,6 milhões (51,9%) são de álcool hidratado,
7.780,0 milhões são de álcool anidro (48,0%) e 13,0
milhões (0,1%) são de álcool neutro. Quando comparado
com a safra anterior, verifica-se um crescimento de
5,87%.
A região Sul participa com 8,0% (1.424,0
milhões de litros) da produção de álcool nacional, a
Sudeste com 70,0% (12.442,7 milhões), a Centro-Oeste
com 13,1% (2.325,8 milhões), a Nordeste com 8,3% (1.476,9
milhões) e a região Norte com 0,6% (106,5 milhões).
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