Mossoró-RN, domingo 28 maio de 2006

 

Leônidas, em versos maduros

Foi nos tempos de Chap-Chap que conheci Leônidas Dantas, ali onde também me deparei com tantos outros grandes poetas mossoroenses, Leônidas distribuía os seus livros a quem interessasse lê-los. Versos, segundo ele, ainda verdes.

Por sinal, este era o título do livro: “Ainda Verde” que nada tinha de imaturo, pelo contrário, trazia um traço forte, abrangendo temas sociais, introspectos, e tudo mais o quanto se pudesse imaginar.

Leônidas me parece uma espécie de ermitão, recluso em alguma aldeia que eu desconheço, e que de lá só sai quando está repleto de novas “crias” para mostrar ao mundo, é como o animal que pare e tem que sair à caça para sustentar a reca de filhotes.

Depois daquele primeiro encontro, Leônidas tornou-se colaborador da nossa página de poesias no jornal O Mossoroense e seduziu toda a Mossoró.

Há alguns meses carrego um feixe de lenha bruta debaixo do braço que me foi presenteado por ele.

São poemas, assim como os primeiros, maduros, quer ele assuma ou não - a esta altura, creio que ele deve imaginar que até os perdi, mas não, estou a remoê-los um a um para tecer este comentário sem futuro.

Digo-lhe, poeta, que sua poesia não carece de adulação, nem padrinho.

É uma poesia filosófica, profunda e inteligente, apaixonada sem excessos e contestadora com propriedade.

Ave misteriosa como você é, não sei o que fará com este meu escrito mal trajado, quanto aos seus versos, espero encontrá-lo qualquer noite destas, entre um gole de cachaça e outro, lançando-o na forma de livro para o meu deleite e de toda a Mossoró.

...et cetera e coisa e tal...

Parabéns ao jornalista Carlos Santos pelo lançamento do seu blog. Carlos foi pioneiro no modo de fazer informação em Mossoró, quando criou o seu Herzog Press, o único em Mossoró emitido via fax. É um jornalista antenado com as modernidades mais que necessárias.

Existe algo que eu sempre elogio no Hotel Thermas que é a sua capacidade de formar profissionais. Silva e Henrique são amigos dos meus tempos de hotelaria. Ambos audaciosos, acabaram de abrir no Santa Delmira uma casa de massas excelente. Um atendimento que dá gosto, literalmente. A casa fica ao lado do Supermercado Queiroz.

“Saia do meu caminho, eu prefiro andar sozinho/ Deixem que eu decida a minha vida/Não preciso que me digam de que lado nasce o sol/Porque bate lá meu coração”. Comentário a Respeito de John, uma das mais belas composições de Belchior sempre cabe em momentos tão oportunos.

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