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História, cultura e riquezas naturais estimulam projeto de exploração turística de Portalegre

 

MÁRCIO COSTA
Editor do Regional

PORTALEGRE - A série Serras Potiguares segue hoje com a terceira edição abordando as particularidades da cidade serrana de Portalegre. O terceiro mais antigo município norte-rio-grandense deixou a condição de coadjuvante mantida ao longo de sua história para ocupar um dos mais importantes posições no recente momento do desenvolvimento da atividade turística do interior potiguar.

Além da rica história e cultura peculiar, o município conta com potenciais diferenciados como o agradável clima serrano e riquezas naturais de importância incomensurável.

“A história de Portalegre é bastante peculiar, rica e complexa. Seria necessário muita pesquisa, dedicação e tempo para fazer toda uma compilação a respeito”, destaca a secretária de Turismo do município oestano Aucely Costa.

A secretária, uma turismóloga entusiasmada com o potencial portalegrense, tem acompanhado todo o processo de desenvolvimento da atividade turística no município e atuou como agente importante para o encaminhamento de projetos importantes.

Entre os projetos de destaque encontra-se o intercâmbio com a cidade lusitana homônima, que encaminhou representantes para conhecer à co-irmã brasileira e recepcionou representantes potiguares que seguiram para a Europa com o objetivo de estreitar os laços entre as duas cidades.

A recente história do município conta com uma ampla estruturação, obtida a partir de parcerias encaminhadas pelo município com esferas de governo estadual e federais e apoio da iniciativa privada.

Estas parcerias garantiram ao longo dos últimos quatro anos a estruturação de pontos turísticos grandiosos como o Terminal da Bica e o Mirante Boa Vista, obras que estimularam a construção de um dos mais modernos hotéis da região nordeste do país.

“A partir do projeto de Portalegre tivemos condições de aliar à estrutura já existente em Martins para criar a marca das Serras Potiguares. Esta marca segue os moldes do projeto das Serras Gaúchas, que cresce a cada dia com a aplicação de uma fórmula que tem gerado interesse num público potencial de todo o país”, destaca o empresário João Sabino.

CLIMA - Por ser uma cidade serrana, Portalegre apresenta temperaturas amenas, principalmente nos meses de junho, julho e agosto deixando a cidade com um “clima’ todo especial de inverno.

Esta característica rende dividendos práticos na recente história de exploração turística do município com a realização de eventos que tem favorecido a venda de pacotes para Estados como Paraíba e Ceará, além do Rio Grande do Norte.

O exemplo de maior sucesso está ligado à realização do Festival de Fondue que parte para o terceiro ano com sucesso absoluto, somando ao projeto que encontrava-se em andamento na vizinha cidade de Martins.

Principais pontos turísticos de Portalegre  

TRILHA DO VARELO - O local é ideal para momentos de paz e harmonia com a natureza. Por entre gigantescas pedras corre água com origem em riachos e açudes circunvizinhos causando todo um clima bucólico. A vegetação, de porte arbustivo, completa o cenário. Fica no Sítio Pêga, a 6 km, a  partir do centro da cidade.

FONTE DO BREJO - O Olho d`água do Brejo e a Fonte da Bica serviram de marcos delimitadores das terras de Portalegre. Ao longo dos anos a fonte Brejo sofreu descaracterização e hoje há uma barragem que beneficia a população. No período das chuvas, a água escorre por serra abaixo até unir-se ao riacho do Pinga, ambos acabam formando um só caminho até desaguarem no açude do Riacho da Cruz. Fica a 430 metros a partir do centro da cidade.

TRILHA PORTALEGRE/MARTINS/PORTALEGRE - A trilha compreende o antigo caminho feito pelos Correios, o acesso não é muito fácil por ser quase inexplorada. O percurso de 12 km a partir do centro da cidade e é feito a pé, portanto é necessário estar em forma. O percurso é marcado por descidas e subidas íngremes. A paisagem encanta e compensa o esforço.

PONTA DA SERRA -  Trata-se de um enorme lajedo verdadeiramente na “ponta da serra”, fazendo jus à sua denominação. Por ter depressões na superfície, torna-se propício o acúmulo de água formando verdadeiras piscinas naturais, estas por sua vez servem à comunidade local que utiliza a água para consumo próprio e outras necessidades.

TORRES - As chamadas “Torres” são na realidade formações rochosas que passaram por vários períodos geológicos, sendo o primeiro de aproximadamente 90 milhões de anos. As rochas são sedimentares e metamórficas, tão peculiares que lembram verdadeiras torres de castelos medievais, daí sua denominação. De cima das “Torres” cerca de 645 metros de altitude, tem-se uma visão panorâmica do sertão e demais serras vizinhas.

COVA DA ÍNDIA - O  acesso é feito por uma trilha, próximo à Fábrica de Caju, onde se chega a um morro (elevação), cujo espaço de terra lisa impressiona por não brotar qualquer forma de vida em sua superfície, diferente do seu entorno. Segundo a tradição lendária, “no local não nasce vegetação, porque ali foi enterrada a índia Cantofa”. A localidade oferece uma bela visão da serra e do sertão logo abaixo. Fica a apenas 1 km a partir do centro da cidade na rua Nova.

SÍTIO ARQUEOLÓGICO “PEDRA DO LETREIRO” -  Descoberto oficialmente por pesquisadores do Núcleo de Arqueologia da Universidade  do Estado do Rio Grande do Norte, no entanto alguns nativos já tinham conhecimento a respeito do local, só sabiam que se tratava de algo verdadeiramente de importância arqueológica. Contém gravuras rupestres em baixo relevo. Está situado à beira de um precipício a uma altitude de 643 metros. O acesso é feito por trilhas e está situado nas proximidades das “Torres”, a uma distância de 3 km do centro da cidade.

SÍTIO ARQUEOLÓGICO “FURNA DO PELADO” - Também descoberto pelo Núcleo de Estudos Arqueológicos da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte. Contém gravuras rupestres em baixo relevo. Está situado à beira de um precipício, a uma altitude de 679 metros em relação ao nível do mar. O acesso é feito por trilhas e está situado no Sítio Serrinha, a uma distância de 13 km do centro da cidade.

 

 

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