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Pierce
Brosnan: o 007 do século 21
Nenhum
personagem teve uma carreira tão longa na
sétima arte como o agente secreto James
Bond. São quarenta anos de vida e em sua
vigésima empreitada, 007 Um Novo Dia Para
Morrer, nos deparamos com um Bond um pouco
diferente, mas envolto em mais uma história
óbvia, recheada de efeitos especiais e belas
mulheres. Sim, porque o que seria do agente
secreto mais charmoso do mundo sem uma mulher
bonita e sensual? Por esse elemento, podemos
perceber que ele permanece fiel às suas
raízes, um inveterado conquistador, que
entre uma mulher e outra salva o nosso mundo
de algum doido. Desde Sean Connery, James
bond não teve um intérprete tão bonito e
charmoso, além de ser o mais sofisticado
de todos que já encarnaram o personagem.
Pierce Brosnan mostrou que tem talento e
carisma suficiente para levar outra aventura
do 007.
A exemplo
dos outros filmes, Um Novo Dia Para Morrer
segue à risca a fórmula adotada desde 007
contra Goldfinger, de 1964, o terceiro filme
do espião e que estabeleceu o ritmo de suas
aventuras posteriores. Desde que Bond foi
parar nas mãos de Brosnan, tivemos uma sensível
mudança na série, ele trouxe de volta a
credibilidade e a rentabilidade ao filmes
do 007.
A sua estréia
em 1995, com 007 Contra GoldenEye, trouxe
um novo sopro de vida para Bond, o que foi
se consolidado ao longo do O Amanhã Nunca
Morre do sofrível O Mundo não é o bastante.
Ambos os filmes têm como características
duas diferentes e destacadas bondgirl. Porém
as semelhanças terminam por aí, enquanto
Em O Amanhã Nunca Morre, Michelle Yeoh dá
veracidade à sua bondgirl, ficando em pé
de igualdade com 007, mostrando que até
o mundo de James Bond se rendeu à igualdade
entre homens e mulheres, a de O Mundo não
é o bastante foi a pior bondgirl da história,
interpretada pela fraquinha Denise Richards.
Um
Novo Dia Para Morrer é assinado por Lee
Tamahori, No Limite e Na Teia da Aranha,
que trouxe Halle Berry para viver a bondgirl
Jinx, uma agente secreta americana que usa
as mesmas artimanhas de 007 para conseguir
o que quer, e isso inclui levar Bond para
a cama, em uma inversão de papéis. Ela é
a primeira ganhadora do Oscar de melhor
atriz a interpretar uma bondgirl, sendo
a mais memorável da série desde que Ursula
Andress emergiu do mar quarenta anos atrás
em 007 contra o Satânico Dr. No, vestida
em um biquíni branco, o que na época não
era algo tão comum ou banal como hoje.
Entretanto,
o grande trunfo de 007 Um Novo Dia Para
Morrer ainda é Pierce Brosnan. Em sua quarta
incursão pelo universo do James Bond, Brosnan
mostra-se finalmente à vontade no papel,
sem obrigação de estar à altura de Connery
ou Moore. É seu ar sofisticado, irônico
e bem humorado que dá o tom ao filme.
Além disso,
é também a primeira vez que a lealdade de
Bond é questionada, e ele tem de começar
a aventura sem o apoio do Serviço Secreto
Britânico. Assim, 007 é obrigado a usar
os seus contatos em todo o mundo e começar
uma investigação por conta própria, o que
mostra que Bond está no jogo há muito
tempo. Os fãs mais atentos da série vão
notar referências a todas as aventuras de
007 no cinema, especialmente quando Brosnan,
em uma única frase, prova que é o mesmo
personagem interpretado antes por Connery,
Lazemby, Moore e Dalton.
Enfim,
007 Um Novo dia para morrer, é sem sombra
de dúvida uma aventura que certamente vai
agradar aos fãs do gênero e da série, com
seus efeitos especiais sensacionais, mulheres
bonitas e uma história previsível. Um Novo
dia para morrer é um divertimento garantido
para esse final de férias. Portanto, leitor,
vá conferir quando o Pax exibir a mais nova
trama do Bond o agente secreto do século
21. Até o nosso próximo encontro.
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