Controle da dengue acontece sem intensificação preventiva

Lixo acumulado nas ruas pode servir de local para depósito das larvasA chegada das chuvas traz inúmeros problemas para a população, entre eles está o perigo da proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue. Para evitar epidemias é necessário que ações preventivas sejam executadas pelo departamento de vigilância sanitária de cada município.

O trabalho deve ser aliado à prevenção doméstica que deve ser promovida pela própria população com o objetivo de evitar que o mosquito se alastre. O Departamento de Vigilância Sanitária, da Gerência Executiva da Saúde, dispõe de um programa de combate à dengue que acontece de forma permanente, mas que ainda não conta com um sistema de intensificação dos trabalhos.

De acordo com informações colhidas junto à Vigilância Sanitária, até o momento existem apenas 90 agentes comunitários executando o trabalho de orientação, prevenção e combate ao mosquito. A chefe do departamento, Patrícia de Medeiros Barra, não foi localizada para explicar quais medidas serão adotadas para evitar uma possível epidemia de dengue na cidade, já que o número de agentes comunitários parece insuficiente, levando-se em conta a população do município que é de aproximadamente 300 mil habitantes, incluindo a população itinerante.

PERIGO – Um fator que pode servir de agravante neste período de chuvas é a presença de lixo nas ruas onde muitos objetos podem servir de depósito para as larvas do mosquito. Uma das áreas mais afetadas pelo problema é a zona leste da cidade que inclui vários bairros como Costa e Silva, Planalto 13 de Maio, Liberdade, conjunto Vingt Rosado, entre outros.

Nos locais citados é muito comum a presença de lixo nas vias públicas, deixando a população exposta aos riscos de contraírem a dengue. Em vários trechos do conjunto Vingt Rosado pode ser observado o acúmulo de lixo nas vias públicas. O departamento responsável pela limpeza do setor é a Gerência Administrativa Sul (GEASUL).

Combate pode começar dentro de casa

Para combater o mosquito da dengue várias medidas devem ser adotadas pela própria população que tem importante papel na guerra contra a doença. Ações simples com evitar o acúmulo de lixo, não deixar caixas d’água abertas ou mesmo substituir vasos de plantas com água por terra são alguns cuidados básicos que podem vencer o Aedes aegypti.

É importante lembrar que a limpeza de caixas d’água, tanques e depósitos de água deve ser feita escovando as paredes dos recipientes. Esse cuidado deve ser adotado porque a fêmea do mosquito deposita seus ovos na parede e eles resistem até um ano esperando o contato com a água para se desenvolverem.

A dengue é uma doença transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti que pode estar contaminado por alguns dos vírus 1, 2, 3 e 4. Existem duas formas da doença: a clássica, que é benigna, na qual os sintomas aparecem de 3 a 15 dias após a picada do mosquito. A segunda forma da doença é a dengue hemorrágica que pode levar a vítima à morte.

SINTOMAS DA DOENÇA:

Dengue clássica
 

. Febre;

. Dor de cabeça;

. Dor nos olhos e nas articulações;

. Falta de apetite;

. Erupções (carocinhos) na pele

 

Dengue hemorrágica
 

. Além dos sintomas da dengue clássica;

. Sudorese;

. Palidez

. Agitação;

. Extremidades no corpo;

. Frios;

. Dor de garganta;

. Pulso fraco;

. Queda de pressão;

. Dor abdominal; Sangramento nas gengivas, nariz, órgãos genitais e outras partes do corpo.


 

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Mossoró-RN, terça-feira, 4 de fevereiro de 2003