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Rabo
de palha no pt
Para quem
não se lembra, o episódio chamado Rabo de
Palha aconteceu em Natal, quando da disputa
pela prefeitura municipal entre Garibaldi
Filho e Wilma de Faria. Campanha rica, animada,
Wilma recebia o apoio do então governador
José Agripino e do prefeito Marcos Formiga.
Foi quando os coordenadores políticos tiveram
a idéia da municipalização da campanha.
O projeto consistia em reunir todos os prefeitos
do sistema e lideranças políticas para um
rastreamento dos eleitores oriundos desses
municípios. E uma grande reunião foi convocada,
de portas fechadas, com esse objetivo.
Descontraidamente,
os oradores iam discorrendo sobre o projeto
para garantir a eleição de Wilma. Falou-se
em distribuição de feirinhas, roupas, medicamentos,
pagamento de contas de luz e água atrasados,
além de outros tantos agrados.
Com as
diretrizes aprovadas, a reunião foi encerrada
e os agentes políticos caíram em campo.
Um dos prefeitos, entretanto, tomou caminho
diferente, indo direto à residência de Geraldo
Melo, então presidente do PMDB, entregando-lhe
uma fita com a gravação do que acontecera
no encontro. Geraldo convocou a imprensa,
mostrou a fita, entrou com ação na Justiça
Federal, causando impacto e grande prejuízo
político aos adversários. Até hoje, o rabo
de palha é lembrado.
Semana
passada, em Brasília, o Partido dos Trabalhadores
reuniu seus parlamentares para encontro
com o ministro da Fazenda, Roberto Palocci.
Houve muita discussão, agressões verbais,
cobranças e descontentamento. Para surpresa
dos dirigentes petistas, alguns minutos
depois o assunto era do
conhecimento
da imprensa. Um dos deputados presentes,
possivelmente da Bahia, gravou os acontecimentos
e entregou a fita à Agência Estado. Foi
um deus-nos-acuda. Sem poder acusar seus
deputados, o PT teve que engolir o fato,
reconhecendo que o partido, por haver crescido
muito, passou a ter os mesmos problemas
de outras legendas. E o PT teve o seu primeiro
Rabo de Palha. Sem as feirinhas e roupinhas,
é claro.
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