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Antologia das cores
Por MARCOS FERREIRA
Entre
os poucos órgãos estaduais que apresentam alguma sensibilidade no
que se refere à questão da arte e da cultura, a Fiern — Federação
das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte, entidade com sede
em Natal, apresentou ao meio artístico potiguar mais um exemplo
de sua interação e interesse nas questões culturais do Estado.
Como parte de uma programação comemorativa aos cinqüenta anos de sua fundação, a Fiern abriu na última quarta-feira, no espaço cultural da Casa da Indústria, a mostra intitulada “Artistas Norte-Rio-Grandenses no Acervo da Fiern”, onde a entidade expôs à apreciação pública quarenta e três trabalhos de vinte artistas potiguares.
Essa mostra, que apresenta produções datadas desde a década de setenta até o ano passado, estará disponível à visitação do público até a próxima sexta-feira, dia 7. Os quadros estavam distribuídos ao longo dos corredores e salas da Casa da Indústria, prédio com oito andares, localizado na Av. Senador Salgado Filho, número 2860.
Conforme Abelírio Vasconcelos, presidente da Fiern, o acervo cultural da instituição é bastante amplo e inclui obras de variados segmentos artísticos do Estado: “Ainda é bom recordar que, em todos esses anos, a Fiern adquiriu dezenas de obras (livros, pinturas, esculturas, etc.), reconhecendo a criatividade de artistas e escritores”.
Entre outros projetos em que a Fiern teve importante participação, Abelírio Vasconcelos destaca a inauguração do Solar Bela Vista e do Espaço Cultural Fiern, a publicação das obras completas do pintor e escritor Newton Navarro, sob o título “Natal 400 Anos — Uma Viagem Poética”, além de inúmeros festivais de música local.
“Mais recentemente, publicamos o livro ‘Todos os Planos’, numa homenagem aos cinqüenta anos da obra do artista plástico Dorian Gray. Por fim, a Fiern renova a sua intenção de seguir como incentivadora da cultura, dos novos e velhos talentos da beleza da arte. Compromissos que devem ser perenes”, acrescenta Abelírio Rocha.
CATÁLOGO DA ARTE — Ainda como elemento festivo da programação alusiva aos cinqüenta anos da Fiern, a entidade serviu coquetel para o lançamento do catálogo “Artes Plásticas — Acervo Fiern 50 Anos”, livro que reúne, em luxuosa edição, todos os trabalhos expostos no espaço cultural da Casa da Indústria, na última quarta-feira.
Nessa publicação, que reúne artistas potiguares do nível de Newton Navarro, Assis Marinho, Dorian Gray e Flávio Freitas, tem-se ainda a presença do pintor, ceramista e escultor pernambucano Francisco Brennand, homenageado no livro com a inserção da obra “Cajus/Floral”, de 1988, um painel de parede vidrado medindo 1,64 x1,64m.
Com organização do jornalista Edílson Braga, curadoria do marchand Antônio Marques de Carvalho e textos de poeta e pintor Dorin Gray, a obra se propõe a traçar um pequeno perfil da expressão das artes plásticas no Estado ao longo desses anos, como também nortear a aquisição de novos trabalhos para o acervo cultural da Fiern.
“As lacunas existem — o número de artistas plásticos cresceu muito ultimamente — mas, quem sabe, a existência de um catálogo como este poderá em breve nortear as novas aquisições da Fiern, contemplando, por conseguinte, outros nomes talentosos”, observa o curador Antônio Marques de Carvalho, na introdução do catálogo.
NOMES PRESENTES NA ANTOLOGIA
01 — Aécio Augusto Emerenciano
02 — Arruda
03 — Assis Marinho
04 — César Revorêdo
05 — Dorian Gray
06 — Fernando Gurgel
07 — Flávio Freitas
08 — Iraken Marques de Lima
09 — Ítalo Trindade
10 — Jair Penny
11 — Jomar Jackson
12 — José Stélo
13 — Lourdinete Albuquerque
14 — Madé Weiner
15 — Miriam Alves de Lima
16 — Newton Navarro
17 — Pedro Pereira
18 — Thomé Soares Filgueira
19 — Vatenor de Oliveira Silva
20 — Zaira Caldas Pereira
HOMENAGEADO
21 — Francisco Brennand
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Mossoró-RN, domingo, 2 de fevereiro de 2003