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Uma
discussão cabível
Assim como
sói acontecer todos os anos, a sociedade
brasileira está discutindo o novo salário
mínimo recém-decretado. E, neste ano, o
debate ganhou um ingrediente adicional justamente
porque o novo teto salarial mínimo foi decretado
sob a égide de um governo petista, sigla
politico-ideológica sabidamente comprometida
(e/ou identificada) com a melhoria dos níveis
salariais dos trabalhadores e defensora
intransigente de um patamar superior a 1
mil e 200 reais (conforme o Departamento
de Estatística e Estudos Inter-Sindicais,
o DIEESE), reconhecidamente um braço do
Partido dos Trabalhadores.
Mas, eis
que para a decepção da grande maioria, o
novo mínimo não é de 300, nem de 400, 500
ou um mil reais, mas, sim, de apenas 240
reais. A decisão do presidente da República,
Luiz Inácio Lula da Silva, veio no rescaldo
de um fato já tão esvaziado como fator econômico
positivo, que se tornou incapaz (quem diria,
na era petista), de repercutir positivamente
na vida dos operários brasileiros. Pelo
contrário, ressoou negativamente.
São 27
milhões de trabalhadores brasileiros que
dependem diretamente desse reajuste. Essa
massa se distribui pelo mercado de trabalho
e por intermédio dos benefícios pagos pela
Previdência Social. Segundo o INSS, o montante
a ser desembolsado em sua folha de pagamento
mensal será da ordem de 4 bilhões e 800
milhões de reais.
Recorde-se,
por oportuno, que na Constituição Federal
promulgada em 1988 foi decretada a obrigatoriedade
do poder de compra dos trabalhadores. Esse
foi o último recurso encontrado para assegurar
o mínimo de dignidade às camadas sem acesso
aos centros de decisão política. Mas, infelizmente,
essa nunca prevaleceu, nem agora no governo
do PT.
A verdade
é que o aumento de 40 reais não restabelece
o poder de compra dos trabalhadores de baixa
renda. E, principalmente, porque nos encontramos
numa era governada pelo PT, o sentimento
de frustração do operariado é bem maior.
Claro que todos esperavam coisa maior. Senão,
como diz o DIEESE, superior a 1 mil reais,
pelo menos acima dos 360 reais. Decepção
total. O que se observa é que essa discussão
se espalha pelo Brasil inteiro e ela é cabível
e bastante salutar.
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