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Preso
cumpre ameaça e tenta se matar dentro
da DFR
“Desesperado!”.
Essa foi a afirmação que o preso de justiça
Viriato Oliveira do Couto, preso na Delegacia
de Furtos e Roubos (DFR), ao se apossar
de um pedaço de flandre e numa cicatriz
que tinha na barriga abrir um orifício de
cinco centímetros. Na manhã de anteontem,
ele tinha dito que se a Justiça o mandasse
novamente para a Penitenciária Agrícola
Mário Negócio (PAMN), preferia se matar.
O bacharel
Denis Carvalho disse que na última quarta-feira,
por volta das 17h, foi chamado às pressas
até o solário da DFR e encontrou Viriato
sangrando bastante com o golpe que ele mesmo
aplicou contra o corpo. O preso ficou desesperado
ao ouvir o juiz Expedito Ferreira de Souza
dizer em uma entrevista para uma emissora
de rádio que não tinha outra alternativa
senão mandá-lo para a PAMN.
“Levei-o
às pressas para o Hospital Regional Tarcísio
Maia (HRTM), mas lá os médicos de plantão
não quiseram suturá-lo. Não tive outra alternativa,
exigi um atestado e o reconduzi novamente
para esta delegacia onde ficará a partir
de agora sozinho e à disposição da Justiça”,
declarou o delegado que mantém um rigoroso
esquema de segurança em volta do detento.
Na tarde
de ontem, Viriato Oliveira conversou com
O Mossoroense e voltou a afirmar
ter receio de retornar para o presídio e
lá ser eliminado. Contra ele existe uma
rixa com muitos presos porque ele delatou
uma quadrilha que estava se formando dentro
da PAMN, cuja especialidade era traficar
drogas, ajudar apenados a fugir, matar gente
e ainda praticar atos de corrupção. O escândalo
veio a público e seis integrantes do grupo
tiveram que ser transferidos às pressas
para Natal.
Para Viriato,
que só precisa cumprir mais quatro meses
de cadeia, um local que pode garantir a
sua integridade é a Delegacia de Polícia
(DP) de Baraúna.
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