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Gerais
Magazine
é denunciado por não-cumprimento de acordo
com ex-funcionários
A diretoria
do Sindicato dos Trabalhadores no Comércio
de Mossoró (SECOM) vem denunciar a atitude
de empresas que estão agindo contra os direitos
dos trabalhadores previstos em lei. A mais
recente reclamação é contra o Magazine do
Povo e Magazine São Paulo, ambos de um mesmo
proprietário que, conforme o Secom, já possui
uma série de registros no sindicato com
contratações de funcionários sem assinar
a carteira.
Uma das
acusações mais sérias se confirmou na sexta,
quando a empresa decidiu demitir seis funcionários
e realizou um acordo, pagou a rescisão na
frente da diretoria do sindicato, mas após
isso, do lado de fora, através de ameaças
de que não pagaria o mês anterior se os
ex-funcionários não devolvessem os valores
pagos de rescisão, tomou o dinheiro de volta.
“Ano passado
isso aconteceu e na ocasião ele havia pago
em cheques, tomando-os em seguida. Sabendo
disso, este ano exigimos que ele pagasse
em dinheiro, mas ele voltou a ameaçar os
funcionários, a maioria na sua primeira
experiência em comércio, acabaram cedendo”,
explica Raimunda Soares que juntamente com
Carlos Antônio, um dos dirigentes, buscaram
dialogar com o proprietário da loja, mas
este não quis conversa.
“Consideramos
isso um absurdo e vamos tomar as providências
legais, junto à Delegacia Regional do Trabalho,
pois isso não pode permanecer acontecendo.
Temos informações de que até a água de beber,
os funcionários têm de comprar”, explica
Carlos Antônio.
Firma
não paga funcionários e limpeza da rodoviária
é suspensa
Um jogo
de empurra-empurra entre a Secretaria de
Tributação do Estado e uma firma contratada
para prestação de serviços, a Construtora
Solares Ltda, vem causando sérios danos
aos funcionários e ao próprio terminal rodoviário
de Mossoró. O resultado é o completo abandono
no setor de limpeza.
O terminal
hoje vem sendo tomado pelo lixo e matagal
que, só não se agrava pela área de passageiros
graças à providência de um proprietário
de restaurante que resolveu bancar a limpeza
dos banheiros. “Tínhamos duas turmas de
limpeza trabalhando, mas, por falta de pagamento,
elas foram desativadas”, comentou Fátima
Bezerra, uma das administradoras do terminal.
Aos funcionários
que estão sem receber, a firma Solares,
que tem sua sede em Macau, à rua Augusto
Severo, 73, Centro, diz que não recebeu
sua cota do Estado. Por sua vez, a secretaria
garante ter feito o repasse e, no meio dessa
discussão, as pessoas que prestaram serviço
aos dois estão sem receber desde o ano passado.
“Já tentamos um contato telefônico com os
diretores da Solares, Jonas e Lacerda, mas
ninguém atende ao telefone. Vamos esperar
agora que o novo governo tome as providências,
pois não existe sequer material de limpeza
no terminal”, concluiu Fátima Bezerra.
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