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Câncer
de próstata está sob controle no Rio
Grande do Norte
CLÁUDIO
DAVID cabugi.com
NATAL
- Mesmo com a alta incidência de câncer
da próstata no Rio Grande do Norte, especialistas
acreditam que a doença está sob controle.
Isso está acontecendo porque os homens estão
eliminando uma das maiores barreiras para
a prevenção.
Para Marcos
Amaral, chefe do Serviço de Urologia do
Hospital do Câncer Dr. Luís Antônio (HCLA),
na capital, o preconceito com relação ao
exame do toque retal tem diminuído bastante.
Não há
dados estatísticos oficiais sobre o câncer
de próstata no Estado. Mas sabe-se que,
em território potiguar, cerca de 10 a cada
100 homens sofrem com a doença. O urologista
acredita que a situação deixou de ser preocupante.
Porque, segundo ele, a sociedade está mais
consciente sobre as medidas de prevenção.
Marcos
Amaral explica que as condições para o tratamento
da doença, no Rio Grande do Norte, são adequadas,
tanto para a rede particular quanto para
a pública.
Em Natal,
a Liga Norte-rio-grandense Contra o Câncer
e o Sistema Único de Saúde (SUS) oferecem
cirurgias, exames preventivos e laboratoriais.
Distribuem medicamentos gratuitamente aos
pacientes da rede pública, na capital e
interior do Estado.
O ambulatório
de urologia do HCLA atende, em média, oito
pessoas por semana. “O atendimento aos pacientes
funciona de maneira bastante satisfatória,
tanto que praticamente não há filas nos
corredores do hospital”, informa o médico
Domício Arruda Câmara, integrante da equipe.
DOENÇA
- O câncer de próstata é extremamente comum.
É um tumor maligno que se instala na glândula
que circunda o colo da bexiga e a base da
uretra. Se a doença for detectada na fase
inicial, as chances de cura são maiores.
Em muitos
casos, o câncer pode se desenvolver sem
apresentar sintomas. Por esse motivo,
visitas
periódicas a um especialista para exames
preventivos é fundamental
Exame
deve ser feito anualmente a partir dos
45 anos de idade
A grande
arma na luta contra o câncer de próstata
é o exame preventivo, que deve ser feito
anualmente a partir dos 45 anos de idade.
O procedimento
diagnóstico pode ser realizado através de
exames físico (toque retal) e laboratorial.
Este último, pela análise da dosagem de
Antígeno Específico de Próstata (PSA) no
sangue.
Caso haja
alteração nesses exames, o especialista
prossegue a investigação da doença solicitando
exames mais específicos, como: ultrassonografia,
radiografia, tomografia ou biópsia de próstata.
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