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Poeira
dificulta tráfego nas proximidades do
rio do Carmo
AREIA
BRANCA/MOSSORÓ - O trecho da BR-110
que vai do antigo acesso ao município de
Serra do Mel, até a ponte sobre o rio do
Carmo, no sentido Mossoró, está se constituindo
num grande perigo para os motoristas. Naquela
área é cada vez mais iminente o processo
de desertificação, provocando uma verdadeira
nuvem de poeira durante o dia.
A poeira
emanada das margens do rio do Carmo é tão
intensa que mesmo à luz do dia os motoristas
são obrigados a trafegar com os faróis dos
veículos acesos. O problema é decorrente
da agressão ambiental caracterizada naquela
área, com a “morte” do rio em virtude da
salinização de suas águas.
O trecho
em questão é perigoso por natureza. E com
o agravante das densas nuvens de poeira
que cruzam o asfalto, os profissionais
do volante que trafegam pela pista enfrentam
constante riscos de acidentes. Dirigir ao
longo do trecho exige muita cautela, devido
o registro quase que diário de incidentes
envolvendo veículos. Sem falar nos animais
que “passeiam” livremente pela rodovia,
outro grande motivo de preocupação dos motoristas.
A desertificação
às margens do rio do Carmo está refletindo
na vegetação da área. A densa nuvem de poeira,
que trás consigo uma forte dosagem de salinização,
aos poucos está causando um desastre ambiental,
substituindo o verde que margeava a BR-110
por uma paisagem morta.
MOSSORÓ
– A poeira também está causando desconforto
à população mossoroense, nesta época do
ano. A cidade é invadida por uma nuvem de
poeira, gerando enormes transtornos para
quem reside na zona urbana.
A nuvem
de poeira se forma ao norte do município
no início da tarde e em pouco tempo toma
conta de toda a cidade. Quanto mais quente
o dia, maior a nuvem que cobre Mossoró.
As principais
causas desse fenômeno são as características
geográficas das redondezas da cidade e um
certo descaso com o meio ambiente. A poeira
surge numa região conhecida como Deserto
Salino, e ocupa milhares de hectares nas
duas margens do rio Mossoró.
A planície,
completamente degradada, fica ainda mais
seca com o verão prolongado. Com a falta
de plantas para proteger e segurar a terra,
a poeira sobe com o vento forte que se encarrega
de leva-la em direção à cidade.
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