Fiscalizações do Coren identificam a atuação ilegal
na enfermagem

Atuação de enfermeiros só é legalizada se possuírem inscrição no CorenO Conselho Regional de Enfermagem (COREN/Subseção de Mossoró) está passando por hospitais e clínicas de Mossoró e outras cidades da região Oeste, no trabalho de fiscalização ao exercício regular da profissão de enfermeiros e técnicos de enfermagem.

Apesar do trabalho de fiscalização ser permanente, com o aumento no número de novas clínicas e unidades de saúde em Mossoró e outras cidades, a fiscalização tem tido muito trabalho a cada ano.

Entre as cidades com maior número de locais e que detêm a fiscalização maior parte do tempo, destaca-se a de Mossoró.

Segundo a fiscal do Coren na Subseção local, Virgínia Rose, desde a última semana o trabalho de fiscalização do Conselho está se concentrando em Mossoró, principalmente em hospitais particulares, novas unidades de saúde e clínicas, verificando o quadro de profissionais da enfermagem e se estes possuem a inscrição do Coren.

Conforme dados da subseção do Coren, em Mossoró existem 1.131 profissionais regularizados ou inscritos, atuando legalmente. Mas este número não é a totalidade dos que atuam em hospitais e clínicas.

Ainda de acordo com Virgínia, apesar de que aumentou mais a conscientização sobre a contratação de profissionais legalizados na cidade, ainda foram identificados no quadro de hospitais muitos profissionais que não foram inscritos no Coren. Estes, quando identificados, foram suspensos do exercício no local de trabalho até a regularização da inscrição junto ao Conselho.

“Acreditamos que já existe uma conscientização maior das chefias de enfermagem nos hospitais e clínicas na cidade, mas ainda não estamos no nível desejado. Sabemos que a atuação ilegal ainda é considerável. Por isso, alertamos sempre para que não se contrate profissionais sem a inscrição, pois o próprio hospital e o profissional sofrem penalidades com isto”, explica Virgínia.

Conforme a fiscalização do Conselho, o  profissional diplomado seja a nível técnico ou a nível superior em enfermagem, só pode atuar  legalmente se possuir a inscrição no Coren.

“Isto significa identificar o profissional que atua na saúde, impedindo que pessoas não-habilitadas possam cuidar da saúde de outras pessoas, pondo em risco vidas e até prejudicando o próprio hospital ou clínica”, reforça Virgínia Rose.

Fiscalização regional ganhará reforço este ano

A busca pela regularização, conforme Virgínia Rose, vem partindo de uma atuação maior da fiscalização local e regional e principalmente da conscientização dos profissionais de que precisam estar regularizados.

No primeiro aspecto, sobre a fiscalização, Virgínia Rose acredita que um trabalho ainda mais ágil poderá ser feito este ano com uma presença de mais fiscais do Coren de Natal atuando junto com ela em Mossoró e em demais cidades da região Oeste.

“Como apenas eu atuo na fiscalização, o trabalho acaba sendo mais demorado, apesar de que passamos em várias cidades do Oeste durante todo o ano. Com a vinda de mais fiscais numa periodicidade quinzenal ou mensal, este trabalho trará ainda mais resultados”, afirma a fiscal regional.

Inscrição exige documentos e diplomas

Aqueles profissionais que ainda não buscaram a regularização encaminhando dados ao Coren, Virgínia Rose explica que este processo pode ser feito em qualquer mês do ano.

São necessários documentos pessoais, duas fotos 3x4, histórico escolar de conclusão escolar e diploma de conclusão do curso de enfermagem ou diploma de conclusão do curso para Técnicos de Enfermagem.

Para os profissionais de nível superior - formados em enfermagem - legalizados, a inscrição no Coren funciona como a identidade do profissional e uma vez feita é definitiva, não necessitando de renovações.

Para os técnicos, a inscrição é provisória e precisa ser revista de ano em ano.


 

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Mossoró-RN, quarta-feira, 5 de fevereiro de 2003