Vigilância sanitária recolhe preservativos falsificados

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) determinou a todos os departamentos de vigilância sanitária municipais que realizassem um trabalho de fiscalização com o objetivo de recolher do mercado preservativos (camisinhas) falsificados. A determinação foi feita no dia 27 de janeiro deste ano, através da Resolução nº 18 de 24 de janeiro 2003, proibindo a comercialização e a interdição do lote nº 060602 - MD das camisinhas Falcon dos times de futebol Flamengo, Corinthians, Palmeiras e São Paulo.

De acordo com a Anvisa, as camisinhas apresentaram o mesmo número de lote, caracterizando a falsificação. As cópias reproduzem embalagens originais do preservativo produzido pela Indústria Nacional de Artefatos de Látex (INAL). A irregularidade foi informada à Anvisa pela Associação Brasileira de Combate à Falsificação (ABCF), que está recolhendo o produto em todo o País em conjunto com as vigilâncias sanitárias estaduais e municipais.

A fiscalização aqui em Mossoró já foi iniciada e os trabalhos deverão ser concluídos no prazo máximo de 15 dias. Segundo o responsável pela fiscalização nas farmácias e drogarias, Sodré Rocha de Castro, todos os estabelecimentos que comercializam preservativos serão visitados. Ele ressalta que somente serão recolhidas as camisinhas do lote citado.

HIPÓTESE - A ABCF suspeita que a cópia comercializada no Brasil seja produzida na China e entre no comércio brasileiro pelo Paraguai. As vigilâncias sanitárias estaduais já receberam as orientações da Anvisa para que sejam rigorosas na fiscalização dos locais que vendem os produtos falsificados. A camisinha Falcon não faz parte do programa de distribuição de preservativos do Ministério da Saúde.

Os consumidores devem ficar atentos porque as camisinhas falsificadas são vendidas sem nota fiscal, a preços bem mais baratos que a verdadeira. As vigilâncias que encontrarem o produto terão de comunicar à Polícia Civil para que seja feita investigação. A Anvisa alerta que a aquisição de produto falsificado deve ser evitada. Além de não ter a qualidade garantida pelo fabricante do original, o preservativo pode oferecer risco à saúde do usuário. Todos os produtos devem ser retirados imediatamente dos postos de venda. Os revendedores que não cumprirem a determinação poderão receber notificação e multas que variam de R$ 2 mil a R$ 1,5 milhão, de acordo com a Lei nº 6.437/77.


 

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Mossoró-RN, quarta-feira, 5 de fevereiro de 2003