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Atacando
a fome e suas variáveis
De uma
coisa todos nós podemos ter a certeza. O
programa Fome Zero, do governo federal,
pelo largo alcance social, sensibilizou
o país inteiro. E tem causado polêmica,
por que não? Dentro do próprio governo,
estão evidenciadas as divergências. Seria
difícil de conceber uma programação dessa
ordem, que pretende chegar a 1 milhão e
500 mil famílias brasileiras, distribuídas
por 33 mil comunidades de 957 municípios,
não suscitasse tantas divergências. Isso
é uma coisa absolutamente natural. Mas,
é fato também que este programa está tendo
quase a unanimidade nacional, justamente
pelo que ele encerra em si mesmo. E as suas
diversas variáveis.
Pelo que
está explicitado pelos mentores governamentais,
o Fome Zero ao atribuir a quantia de 50
reais por mês para cada família está apenas
lhe abrindo as portas para o acesso a outros
patamares do seu bem estar. Por seu intermédio,
os executores planejam atrair os participantes
para um amplo programa de alfabetização
de adultos e, num etapa posterior, pelo
programa Saúde da Família. Isso sem falar
numa qualificação profissional que proporcione
uma melhoria na sua forma rudimentar de
produzir.
O certo
é que o Fome Zero conseguiu se inserir dentre
os problemas nacionais com a garantia do
ministro Antônio Paloci de que ele não será
afetado pelos projetados cortes orçamentários.
As raízes da fome estão contidas na clara
exclusão social que será atacada por gravidade
com uma melhor distribuição de terra para
o plantio, água tratada para beber, uma
casa com o mínimo de condições para morar
e também um mínimo de apoio tecnológico
para sobreviver dentro da agricultura familiar.
Com o apoio
quase total da sociedade brasileira e dispondo
de uma estrutura capaz de retirar todas
as intenções do papel, não resta dúvida
de que o Fome Zero está fadado ao sucesso
e se mostra capaz de mudar a realidade social
do Brasil de hoje, o que é muito bom.
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