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Detento
da PAMN acusa companheiro de querer
vê-lo em maus-lençóis
A
situação do assaltante Viriato Oliveira
do Couto não é nada saudável na Penitenciária
Agrícola Mário Negócio (PAMN), a reportagem
de O Mossoroense visitou o presídio
na manhã de ontem e registrou uma reação
negativa tanto no regime semi-aberto, quanto
no fechado, isto passando também pela equipe
administrativa. Tudo decorrente de declarações
feitas pelo preso no início desta semana,
quando denunciou estar existindo ali a formação
de uma poderosa organização criminosa (tráfico
de drogas, assassinatos, assaltos, fugas
de presos etc).
O jornal
O Mossoroense conversou com alguns
presos que foram envolvidos no caso, um
deles o Carlos Tadeu, que está a poucos
meses de ganhar a liberdade definitiva e
sente injustiça pelo companheiro de prisão.
“Ele praticou o mal a muita gente aqui dentro
e não quer assumir o crime sozinho. Daí
colocou a culpa em outros que não têm nada
a ver”, disse.
Para Carlos
Tadeu, é verdadeira a acusação de que Viriato
Oliveira fugiu da cadeia e em seguida estuprou
a mulher do detento conhecido como “Rato”.
Ciente de que se retornasse haveria de prestar
contas com o marido, o colocou como um dos
homens que assassinaram José Alexandre de
Melo, o “Itaú”, no dia 2 de fevereiro. “Todos
aqui sabem que ‘Rato’ não saiu do semi-aberto
naquele dia”, declarou.
Embora
o juiz Expedito Ferreira de Souza, da Execuções
Penais de Mossoró, tenha enviado para outros
presídios os principais acusados de comandar
uma série de crimes no interior da PAMN,
ficaram companheiros seus que se sentiam
auxiliados e o fato de Viriato ter desbaratado
tudo criou um clima de inconformismo. Tanto
no pavilhão de segurança máxima como no
regime semi-aberto é grande a insatisfação
com o assaltante que para lá voltando não
irá demorar muito tempo vivo.
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