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STJ
pedirá a quebra de sigilo bancário,
telefônico e fiscal de Wilma de Faria
O
procurador geral da República, Geraldo Brindeiro,
solicitou junto ao Superior Tribunal de
Justiça (STJ) o indiciamento e instauração
de inquérito penal contra a governadora
Wilma de Faria (PSB). O objetivo do procurador,
de acordo com o ofício encaminhado ao STJ,
visa a apuração de eventual cometimento
de crimes contra a ordem tributária, evasão
de divisas e lavagem de dinheiro. A informação
caiu como uma bomba no cenário político
do Estado. A decisão, segundo muitos, pode
complicar a situação da governadora Wilma
de Faria.
Brindeiro
pediu a quebra dos sigilos bancário, telefônico
e fiscal da governadora, do ex-marido e
advogado Hérbat Spencer Batista Meira, do
ex-cunhado Hericson Spencer Batista, como
também das empresas Anacor Agência de Viagens
Ltda e Norte Câmbio Turismo Ltda, relativo
ao período de junho de 1998 a janeiro de
2000. O procurador também está solicitando
informações sobre as cinco últimas declarações
de renda prestadas à Receita Federal.
A Procuradoria
Geral da República solicitou que os dados
contidos nos extratos também sejam apresentados
em meio magnético, no formato adequado para
utilização destes em planilhas ou banco
de dados. O objetivo, segundo Brindeiro,
é agilizar o trabalho pericial e ocorrência
de erros.
Também
foi solicitada a quebra de sigilo telefônico
de Alexandre Magero Araújo – que formulou
as denúncias de esquema de lavagem de dinheiro
envolvendo políticos da Região Nordeste,
e de Manoel Eleutério Cal Muinhos, que gerenciava
a empresa Anacor. Eles estão sendo acusados
de terem participado do esquema de lavagem
de dinheiro e na intermediação da compra
de imóveis em Jaboatão dos Guararapes –
região metropolitana de Recife (PE) e também
em Natal.
O STJ está
requerendo que seja expedida carta rogatória
à Justiça da Suíça, para que informe a existência
da conta em nome da governadora no “Tempus
Private Bank”, sob o número 11045, ou qualquer
outra conta, em qualquer outro banco, em
nome da governadora Wilma de Faria. Caso
a informação seja positiva, o procurador
Geral da República quer saber qual o valor
que vem sendo depositado recentemente.
ISTOÉ
– As denúncias sobre a existência de um
esquema de lavagem de dinheiro e corrupção
envolvendo importantes políticos da região
nordeste foram levadas a conhecimento público
através das páginas da revista semanal IstoÉ
no final de novembro do ano passado,
logo após o resultado do segundo turno das
eleições.
A revista
repercutiu o assunto durante três edições,
acreditou-se até que Wilma de Faria não
chegasse nem a tomar posse. Pouco tempo
depois, o assunto caiu no esquecimento,
inclusive dos próprios aliados da governadora,
que em contato com O Mossoroense,
deixaram evidente a surpresa em relação
a decisão do procurador em despacho datado
do dia 2 de abril.
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