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PROBLEMAS
NO CÓDIGO CIVIL
Com a entrada
em vigor do novo Código Civil, em janeiro
deste ano, especialistas e operadores do
direito buscam uma saída legal para driblar
a burocracia que lhes veio embutida no tocante
aos negócios. A partir deste mês, o Contrato
Social, instrumento jurídico quase sempre
negligenciado pelos empreendedores, ganha
importância fundamental. A partir de agora
o que estiver estabelecido no contrato social
de empreendimento determinará o grau de
burocracia, formalismo e dificuldades que
a empresa enfrentará em razão da nova legislação.
Na opinião de especialistas em direito comercial,
o procedimento recomendado a todos os comerciantes
- industriais e prestadores de serviços
- é verificar as normas previstas nos termos
de constituição das suas organizações. Se
forem detectados conflitos entre o contrato
e a nova legislação, o conselho básico é
fazer as alterações necessárias, de forma
a adaptá-lo ao novo escopo legal. O próprio
código prevê um ano de prazo para as adaptações.
Se o conteúdo do contrato social da empresa
não tiver sido bem elaborado ocorrerá o
engessamento da empresa. Um exemplo disso
é a exigência de publicações de anúncios
em jornais para se convocar reunião ou assembléia
entre sócios. O mesmo procedimento vale
para a constituição do conselho fiscal,
aprovação de contas, designação e destituição
de gestores etc. Com a elevação de normas,
deliberações e formalidades jurídicas seguramente
tornará mais burocrática e cara a rotina
legal de uma empresa. Todo empresário, independentemente
do porte do seu negócio, terá de recorrer
a profissionais especializados para a ajudá-lo
a destrinchar o novo emaranhado legal. Comentando
alguns pontos positivos do código em vigor
temos que a modalidade de empresa Sociedade
em Conta de Participação (SCP) pode ser
uma saída para pequenas empresas. Nessa
modalidade de sociedade, o empresário não
terá de enfrentar a pesada burocracia brasileira,
pois não há necessidade do seu registro
na Junta Comercial. Além disso, a transparência
nas relações comerciais é um dos pontos
positivos do novo código, pois se tornou
mais fácil punir um deslize ou atitudes
antiéticas dos integrantes da sociedade.
Por outro lado, tomando os pontos negativos,
a forma jurídica de sociedade por quotas
de responsabilidade limitada, a mais usada
no meio empresarial, perdeu uma série de
vantagens: ficou menos flexível, exige maior
número de registros e ampliará o grau de
responsabilidade dos sócios, onde, agora,
seus gestores responderão, legalmente, inclusive
por prejuízos sociais causados à comunidade.
Outro ponto é que em razão da maior necessidade
de escrituração dos procedimentos contábeis,
fiscais e legais, os empreendedores terão
seus custos aumentados, em razão exigências
legais e burocráticas.
PRIMEIRO
LUGAR
A Universal
encerrou o ano de 2002 como a maior gravadora
do país, tendo como carros-chefes de vendagem
o cantor Zeca Pagodinho e a dupla Sandy
& Junior. Atraiu 22% do mercado, enquanto
a Sony abocanhou outros 16%.
PRIVILÉGIO
DA APOSENTADORIA ESTATAL
Enquanto
o INSS paga, em média, aos seus aposentados
R$ 340 mensais, os inativos do serviço público
levam uma grande vantagem: os servidores
das forças armadas recebem R$ 4.000/mês,
os do Executivo R$ 2.200/mês, os do Legislativo
R$ 7.000/mês e os do Judiciário R$ 7.300/mês
em média.
AUMENTO
NA CONTA DE CELULAR DE ATÉ 27%
Nos próximos
dias o governo Lula deverá ter o primeiro
reajuste das tarifas reguladas. As tarifas
de telefonia celular (bandas A e B) podem
subir até 27%, caso a Anatel (Agência Nacional
de Telecomunicações) atenda os pedidos feitos
das empresas do setor. O presidente da Telemar,
Ronaldo Iabrudi Santos Pereira, e o presidente
da Acel (Associação Nacional dos Prestadores
de Serviço Móvel Celular), Mário César Pereira
de Araujo, confirmaram que já foram apresentados
pedidos com esse índice de reajuste.
NÚMERO
1
A cachaça
é a bebida destilada mais consumida no país
e a terceira no ranking mundial, com cerca
de 5 mil marcas, 1,3 milhão de litros produzidos
em 2001 e um movimento médio de R$ 1 bilhão
por ano.
CHEQUE
ESPECIAL TEM MAIOR TAXA DESDE 1999
Os juros
do cheque especial atingiram 163,9% ao ano
em dezembro, maior patamar registrado pelo
Banco Central desde junho de 1999 (167,8%).
A taxa média cobrada pelos bancos subiu
de 49% em dezembro de 2001 para 51% no mês
passado. A pessoa física continua pagando
a conta mais alta: os bancos cobraram pelo
empréstimo pessoal, em média, 83,5% ao ano
em dezembro. Esse percentual é o mais alto
desde fevereiro de 2000(86,2%). Enquanto
isso, as empresas pagaram 30,9% ao ano em
2002, contra 33,3% em 2001.
TRIBUNA
LIVRE:
- O BNDES
(Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico
e Social) vai liberar empréstimo de R$ 27
milhões para a filial brasileira da italiana
Parmalat;
- Em 15
anos, o número de pessoas que fazem tratamento
para cuidar do estresse aumentou 20%;
- Mais
de 440.000 médicos e dentistas atuam hoje
no mercado brasileiro;
- US$ 300
milhões é o volume de vendas anual estimado,
no país, de calçados, vestuário e equipamentos
para esportes de aventura;
- Apesar
do preço mais elevado do que o açúcar, os
adoçantes venderam bem mais que o açúcar
no ano passado.
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