CLÁUDIO MONTEIRO
 
 ATUALIZAÇÕES ÀS QUINTAS
 


                      EDUCAÇÃO FINANCEIRA 
          ENSINADA NAS ESCOLAS !!
         
                                  

                 De tão importante na vida das pessoas, e de  tão relegada a segundo plano  --  pelo menos até que o cidadão sofra um baque  --    a prática de fazer o planejamento financeiro pessoal ou um simples, porém fundamental,  orçamento doméstico, que envolve as receitas e despesas da família, deveriam ser ensinadas já nas escolas de primeiro grau como disciplina obrigatória.
 
                 Ensina-se aos alunos História e Geografia, importantes, mas não se ensina que não se pode gastar mais do que o salário. Seja em Mossoró, seja em Macau, seja em Divinópolis (MG), seja em São Paulo.
 
                  As crianças aprendem Português e Matemática, fundamentais, mas não aprendem como administrar seu dinheiro, fazer contas para esticar a própria  mesada...
 
                 As escolas ensinam Física e Artes; mas não ensinam os estudantes como fazer  um simples peça que requer pouca arte: o  orçamento doméstico...
 
                   Leciona-se Química e Ciências, mas não leciona-se a importância do cidadão pagar em dia suas contas e compromissos financeiros assumidos, sob pena de adentrar um buraco negro...
 
                  Os estabelecimentos de ensino martelam Biologia e Desenho, mas não desenham ao aluno que ele não deve contrair dívidas desnecessárias com produtos supérfluos ...
 
                 O aluno aprende Inglês e Francês na sala de aula, mas não aprende a falar a importantíssima língua da Poupança...
 
                  
Enfim, ensinam-se várias e várias matérias  --  umas extremamente fundamentais, algumas sem nenhuma importância para o Curso Básico  --  que deveriam constar, sim, mas da grade curricular de cursos superiores  e ou profissionalizantes.  Paradoxalmente, não se ensina ao futuro cidadão como administrar seu próprio dinheiro, seu orçamento doméstico, a finanças da empresa, as dos governos e de órgãos públicos.
 
                    Fosse assim, não teríamos tantos adultos endividados, tantos consumidores compulsivos. Tivéssemos a matéria lecionada  nas salas de aula, desde o primeiro ano do Curso Básico, não veríamos uma romaria de governadores, como atualmente os de Minas Gerais, do Rio de Janeiro e do Espírito Santo literalmente de chapéu na mão em Brasília,  por causa do rombo nos orçamentos deixados pelos antecessores. Fosse assim não veríamos tantos desequilíbrios financeiros...          
 
                  
E desequilíbrios financeiros são a causa de tantos casamentos desfeitos, rupturas de sociedades, desentendimentos familiares, falências de empresas e até suicídios! No caso de governos, o resultado do descompasso é a população desassistida em direitos elementares, como saneamento básico, saúde, educação, transportes coletivos, segurança, educação...  

 
                 
Boa semana para todos  --  educar financeiramente é contribuir para melhorar as condições de vida de forma individual e coletiva. Fica a proposta, ao novo ministro da Educação, Cristovam Buarque, para implantar a disciplina  Educação e Planejamento Financeiro --  quinta-feira (13/02) eu volto. Traduzindo a Economia para o seu dia-a-dia!

 

CLÁUDIO MONTEIRO

EMAIL: claudiomonteiro@natalja.com.br

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Mossoró-RN, quinta-feira, 6 de fevereiro de 2003