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EDUCAÇÃO FINANCEIRA ENSINADA NAS ESCOLAS !! De
tão importante na vida das pessoas, e de tão relegada a segundo plano -- pelo
menos até que o cidadão sofra um baque -- a prática de fazer o planejamento
financeiro pessoal ou um simples, porém fundamental, orçamento doméstico, que
envolve as receitas e despesas da família, deveriam ser ensinadas já nas escolas
de primeiro grau como disciplina obrigatória. Ensina-se aos alunos História e Geografia, importantes, mas não
se ensina que não se pode gastar mais do que o salário. Seja em Mossoró, seja em
Macau, seja em Divinópolis (MG), seja em São Paulo. As
crianças aprendem Português e Matemática, fundamentais, mas não aprendem como
administrar seu dinheiro, fazer contas para esticar a própria
mesada... As escolas ensinam Física e Artes; mas não
ensinam os estudantes como fazer um simples peça que requer pouca arte: o
orçamento doméstico... Leciona-se Química e Ciências,
mas não leciona-se a importância do cidadão pagar em dia suas contas e
compromissos financeiros assumidos, sob pena de adentrar um buraco
negro... Os estabelecimentos de ensino martelam
Biologia e Desenho, mas não desenham ao aluno que ele não deve contrair dívidas
desnecessárias com produtos supérfluos ... O aluno
aprende Inglês e Francês na sala de aula, mas não aprende a falar a
importantíssima língua da Poupança... Enfim, ensinam-se várias e várias matérias -- umas extremamente
fundamentais, algumas sem nenhuma importância para o Curso Básico -- que
deveriam constar, sim, mas da grade curricular de cursos superiores e ou
profissionalizantes. Paradoxalmente, não se ensina ao futuro cidadão como
administrar seu próprio dinheiro, seu orçamento doméstico, a finanças da
empresa, as dos governos e de órgãos públicos. Fosse
assim, não teríamos tantos adultos endividados, tantos consumidores compulsivos.
Tivéssemos a matéria lecionada nas salas de aula, desde o primeiro ano do Curso
Básico, não veríamos uma romaria de governadores, como atualmente os de Minas
Gerais, do Rio de Janeiro e do Espírito Santo literalmente de chapéu na mão em
Brasília, por causa do rombo nos orçamentos deixados pelos antecessores. Fosse
assim não veríamos tantos desequilíbrios financeiros...
E desequilíbrios financeiros são a causa de
tantos casamentos desfeitos, rupturas de sociedades, desentendimentos
familiares, falências de empresas e até suicídios! No caso de governos, o
resultado do descompasso é a população desassistida em direitos elementares,
como saneamento básico, saúde, educação, transportes coletivos, segurança,
educação...
Boa semana para todos
-- educar financeiramente é contribuir para melhorar as condições de vida de
forma individual e coletiva. Fica a proposta, ao novo ministro da Educação,
Cristovam Buarque, para implantar a disciplina Educação e Planejamento
Financeiro -- quinta-feira (13/02) eu volto. Traduzindo a Economia para o seu
dia-a-dia!
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