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Escolhida a prioridade um

Dentre as suas várias bandeiras de luta, a deputada federal Sandra Rosado tomou a si a responsabilidade de conduzir a luta pela conquista de uma das refinarias da Petrobras para o nosso Rio Grande do Norte, com especificidade para Mossoró. E a parlamentar sentiu novo fôlego para a sua obstinada decisão depois que soube que a Petrobras vai instalar duas refinarias no Brasil justamente a fim de compatibilizar a sua produção interna com a capacidade de refino e que uma dessas unidades será no Nordeste.

Ora, nada mais lógico do que levar essa idéia adiante se considerarmos que Mossoró é o maior produtor de petróleo em terra, do Brasil, e que o nosso Rio Grande do Norte é líder absoluto de produção no país. Só por aí ela vê dois campos inteiramente abertos para continuar a sua empreitada com plena possibilidade de torná-la vitoriosa.

Embora partidária do apoio à propalada frente única nesse sentido, constituída pelo nosso Estado em parceria com o vizinho Ceará, a parlamentar conterrânea vai empreender com todas as suas forças um esforço sobre-humano para que esse benefício venha definitivamente para Mossoró. E uma oportunidade como a que se apresenta, entende Sandra Rosado, não deve ser jogada fora.

A argumentação da deputada está mais do que lastreada no bom senso porque a empresa estatal do petróleo refinaria, num só espaço geográfico, a sua produção, refino e consumo. Ademais, o nosso Estado desde a década de 50 consta como uma alternativa técnica para o empreendimento.

Considerando-se que o atual presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, conduziu como uma de suas estratégias a redução das desigualdades regionais, nada melhor do que uma empreitada como essa que resultará na consecução de 30 mil empregos, distribuídos em empresas de pequeno, médio e grande porte. E isso sem falar nas possibilidades de trabalho que surgirão resultantes das empresas de engenharia de montagem, transportes, prestação de serviços, fornecimento de laboratórios e geração de impostos.

O nosso meio universitário se beneficiaria com a empreitada de forma direta ou indireta, preparando a mão-de-obra especializada e contribuindo para a elaboração de projetos tecnológicos.

É válido o esforço da parlamentar por esses e outros aspectos, e defendendo a tese de que todas as tendências devem se unir, tanto partidárias quanto empresariais. Resta tocar a luta adiante para tentar sensibilizar o núcleo de decisão do poder central.

 

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Mossoró-RN, quinta-feira, 6 de fevereiro de 2003