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Espera
prejudicial
1) A demora
na indicação de alguns cargos de direção,
importantes pela função que representam,
poderá trazer prejuízos incalculáveis à
população. O motivo principal tem sido o
desmonte da máquina administrativa do governo
anterior, sem que seus substitutos tenham
sido ainda escolhidos.
Os que
estão permanecendo não têm liberdade no
desempenho das ações e, em outros casos,
as disputas municipais atrapalham a escolha
dos nomes. Dessa forma, os serviços funcionam
parcialmente ou estão paralisados.
Essas dificuldades
ocorreram em todos os setores, mas preocupam
mais na área da segurança pública e da saúde.
A violência ocorre em ritmo crescente e,
mesmo o governo anterior havendo multiplicado
os investimentos, essa área ainda está longe
de atingir o nível satisfatório que todos
deseja. Na saúde, a população está alarmada
com a possibilidade de expansão da dengue,
cujo controle depende de vários fatores,
incluindo-se campanhas de esclarecimento
público.
2) O governo
federal parece haver perdido o interesse
em tratar, em regime de urgência, as reformas
apregoadas durante a campanha política.
Enquanto a oposição pede urgência no envio
das mensagens, a idéia do Executivo era
de enviá-las depois de maio próximo. Recentemente,
mudou de opinião e já se fala no encaminhamento
dessas matérias somente no segundo semestre,
quando terá uma posição mais clara dos votos
que terá no plenário das duas Casas do Congresso.
Adiando
a proposta dessas reformas, o governo estará
ameaçado de não aprová-las no corrente ano.
Será necessário continuar
com a mesma
popularidade para conseguir os votos dos
parlamentares sem maiores dificuldades.
Depois, a crise entre os parlamentares do
PT aumenta rapidamente, podendo atingir
contornos imprevisíveis. E suas lideranças
podem estar perdendo o poder da negociação,
quando afirmam que os insatisfeitos procurem
outra legenda, sugerindo outros três partidos
de oposição não alinhados ao governo. A
pressa é necessária. Mostrando indecisão,
o governo Lula poderá perder o bonde da
história.
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