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A
infidelidade partidária
De alguém
que exerce a prática político-partidária
a comunidade deve exigir, no mínimo, coerência.
E a partir daí virão outros atributos pessoais
que devem ser levados na devida conta antes
de terem o beneplácito popular. E é lastreado
nesse diapasão que a gente forma no time
dos que defendem uma imediata reforma política
no nosso Brasil. Justamente para que esses
que estão exercendo mandatos populares ajam
mais de acordo com as propostas que eles
mesmos levaram ao grande público.
Claro que
a coisa vista por esse ângulo não faz com
que o nosso Rio Grande do Norte fique isolado
desse contexto brasileiro e, também é verdade
que se nos mirarmos em exemplos de políticos
que disputam o voto no nosso Estado, nós
iremos encontrar muitos exemplos disso que
se chama de infidelidade partidária.
O que se
verifica em nossa Assembléia Legislativa,
por exemplo, é algo que tipifica muito bem
essa situação. Parlamentares que estiveram
apoiando o governador Fernando Freire, não
só na sua gestão como tal, mas até na recente
eleição, nem bem deixaram que terminasse
o seu período de atividades para se bandear
no mesmo dia para o novo governo que se
instalou a primeiro de janeiro. A verdade
é que apoiados numa legislação que ainda
permite o troca-troca de partidos, os parlamentares
apelam para essa vergonhosa prática, a fim
de atender às conveniências e circunstâncias
políticas e pessoais.
E essa
prática abominável vai, infelizmente, prolongando-se
pelos dias que virão caso não tenhamos uma
reforma política que traga no seu bojo um
conjunto de normas capazes de acabar com
esse abuso que, convenhamos, só tem contribuído
para desacreditar cada vez mais a classe
política. E, como não existe a chamada vontade
política, caberá a nós, cidadãos, responsabilizar
os políticos por essa vergonhosa situação.
Por absoluta
falta de respeito às diretrizes partidárias
e a vontade do eleitor, muda-se de partido
aqui entre nós como se muda de camisa. E
isso tudo, reconheçamos, sem se falar nas
verdadeiras negociatas que envolvem a troca
de apoios por cargos. Infelizmente é isso
o que se vê pelo Brasil afora e, lamentavelmente,
é isso o que está disseminado pelo nosso
Rio Grande do Norte.
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