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Refinaria
para os nordestinos
A declaração
da ministra de Minas e Energia, Dilma Roussef,
de que a futura refinaria de petróleo deveria
ser instalada no Nordeste pareceu uma decisão
de justiça para essa parte do Brasil, sempre
tão esquecida pelos governos. Infelizmente,
a ministra parece não ter encontrado apoio
entre outros setores do governo, que se
apressaram em refazer sua posição.
Atualmente,
defende-se a idéia de união entre os Estados
do Ceará e do Rio Grande do Norte, aumentando
a força política em alguns deputados e mais
três senadores. Localizada na confluência
dos municípios de Mossoró, Aracati e Icapuí,
uma refinaria beneficiaria uma região que
já é produtora de petróleo. O Porto de Pecém
será a opção utilizada para escoamento do
produto.
Os políticos
dos dois Estados estão procurando sensibilizar
parlamentares de outros Estados, até mesmo
daqueles que não produzem petróleo. É importante
para todo o Nordeste atrair investimentos
que possam mudar com maior rapidez a diferença
econômica existente com o Sul do País.
Essa discussão
surge e desaparece com o tempo, com parlamentares
e governadores lutando por essa conquista.
Com o governador Garibaldi Filho, chegou-se
a conversar com o presidente da Venezuela,
quando esse país acenou com a possibilidade
de construir uma refinaria no Brasil. Foram
muitos os pronunciamentos na Câmara, no
Senado e na Assembléia Legislativa. Depois,
o assunto desaparece e parece cair no esquecimento.
Recentemente, houve uma reunião da bancada
do Nordeste na Câmara dos Deputados e somente
a deputada Sandra Rosado participou do encontro.
O deputado Lavoisier Maia chegou quando
ele estava sendo encerrado, enquanto os
outros não compareceram.
Um outro
aspecto deve ser lembrado nessa mobilização;
é importante que essa refinaria seja estatal.
Um investimento particular teria como meta
principal a obtenção do lucro, a valorização
do capital. Um empreendimento estatal levaria
em consideração o lado social, de grande
importância para todo o Nordeste.
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