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Emersom
Linhares - interino
Acordes
da paz
Sempre
acredite que a música contribui de alguma
forma para a conscientização da humanidade.
Foi por acreditar nisso e por adorar música,
que há muito tempo, cerca de 10 anos, aventurei-me
em montar uma banda de rock. Modestamente,
cheguei até a compor (!?) uma música, batizada
com meu inglês medíocre de “I Buy the War”
(Eu compro a guerra).
Decorridos
todos esses anos, nem aprendi a cantar,
nem a tocar qualquer instrumento, mas a
música ainda me mantém vivo. Conforta-me!
Pelo menos
aprendi que o importante é ter respeito
pelo próximo. E aprendi ainda que a música
é um excelente instrumento de protesto.
Alegra-me
ver tantos artistas colocando seus dons
em prol da paz, contestando a guerra absurda
que se desenrola, empunhando suas guitarras,
contrabaixos e baterias em nome de um mundo
mais tranqüilo, menos sórdido.
Tivesse
dinheiro, compraria a guerra. Trocaria cada
metralhadora por uma guitarra ou violão.
E em cada esquina, seja de Bagdá, de Londres,
de Nova York, teria alguém tocando algo
que aumentasse as vibrações positivas do
planeta Terra. Estaríamos dando, assim,
uma verdadeira chance à paz.
PREOCUPAÇÃO
Fui informado
que o jornalista William Robson, editor
do Jornal de Fato, estava preocupado com
a diagramação da primeira página de O Mossoroense,
a qual estava achando, digamos, feia. Digo
a William que feiúra e beleza não se discutem.
O ponto em questão é o conteúdo, tanto do
jornal quanto dos que o fazem.
PREOCUPAÇÃO
2
É certo
que o Jornal de Fato tem bons nomes da imprensa
local, como Julierme Torres, Regy Carte,
Crispiniano Neto e César Santos, e até estadual,
como Roberto Guedes. E profissionais de
esmero como Augusto Paiva e Sales Júnior,
por exemplo, mas não posso me dar ao luxo
de estar analisando o jornal de outrem para
agradar ao patrão.
PREOCUPAÇÃO
3
No mais
- e detesto estar colocando aqui problemas
que não interessam ao leitor - devemos olhar
para o que fazemos e o que deixamos de fazer.
Se existe alguma culpa, e tenho coragem
de assumi-la, pelo trabalho não estar bom
é por conta de apesar de 10 anos militando
na imprensa, ainda sou um aprendiz. Um medíocre
aprendiz. Espero que William entenda as
razões para essas notas, mas acredito que
ele faria a mesma coisa se eu estivesse
a falar mal nos corredores deste mais que
centenário jornal, do órgão em que ele trabalha.
Ao leitor, minhas desculpas.
GUERRA
DE NERVOS
A guerra
corre célere e a contra-informação também.
Os EUA dizem uma coisa e o Iraque desmente.
CONVITE
O IBRAF
- Instituto Brasileiro de Frutas - convidou
o professor da Esam, Josivan Barbosa, para
compor o seu comitê científico. A atribuição
do Ibraf é assessorar o governo federal
na elaboração de programas científicos e
tecnológicos ligados às atividades de fruticultura
no país.
PROSTITUIÇÃO
Diz o UOL
Tablóide que o circo da Fórmula 1 movimenta
(e aumenta) a prostituição de luxo em São
Paulo. Locais como Bahamas e Café Photo
aproveitam!
ESTOQUE
A população
de baixa renda terá peixe em abundância
na Semana Santa. O Abatedouro Frigorífico
Municipal de Mossoró (AFIM) adquiriu 28
toneladas de peixe.
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