Trabalhadores sem-terra esperam decisão do Incra

CRISTIANO ROJAS
Da Redação
rojas@omossoroense.com.br

A Comissão Pastoral da Terra (CPT) denuncia a situação delicada em que se encontra um grande número de trabalhadores rurais sem terra no Rio Grande do Norte.

De acordo com a entidade ligada a Igreja Católica, também é preocupante o grande número de assentamentos que demandam de infra-estrutura e principalmente de crédito para a produção.

No final do ano passado uma área de experimento da Emparn (Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte) em Apodi, foi ocupada por aproximadamente 200 trabalhadores rurais.

Naquele momento trabalhadores de Upanema, Campo Grande, Messias Targino, Baraúna, Governador Dix-sept Rosado, Apodi, Severiano Melo, entre outros municípios, se deslocaram para fazenda. O clima ficou tenso.

DIÁLOGO – Após exaustiva negociação para que o pessoal acampado desocupasse a fazenda foi aberto um diálogo com o Incra no sentido de que essas famílias fossem assentadas.

Segundo Nilton Júnior, um dos coordenadores da Pastoral da Terra em Mossoró, até agora a situação não foi resolvida. As famílias continuam a espera da obtenção de terras para serem assentadas.

Um levantamento feito pela CPT identificou várias fazendas dentro dos critérios de desapropriação, que aguardam apenas uma posição do Incra no sentido de agilizar o assentamento dessas famílias.

“Foi enviada desde o ano passado para o Incra uma relação de 18 fazendas na região para garantir o assentamento dessas famílias”, ressaltou Nilton júnior.

O coordenador da Pastoral da Terra acrescentou que foi aberto diálogo com o Incra no Estado, restando agora apenas que a demanda de fazendas já levantadas entrem nas prioridades do instituto para 2003.

CPT tem importante papel no processo de assentamento

A Comissão Pastoral da Terra (CPT) é ligada a Igreja Católica e trabalha na intermediação entre os trabalhadores e órgãos governamentais e não-governamentais.

A entidade tem prestado relevante serviços aos trabalhadores rurais sem-terra no sentido de agilizar o processo de reforma agrária em todo o país.

A CPT já está próximo de completar de 30 anos de atuação no Brasil. “Em Mossoró estamos desde 1990”, destaca Nilton Júnior, um dos coordenadores da pastoral para o município e região.

A CPT tem como intuito prestar assessoria e serviço de apoio às famílias sem-terra, às famílias rurais que estão em busca da reforma agrária, de construir uma vida digna no campo.

 

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Mossoró-RN, domingo, 6 de abril de 2003