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As estradas estão caóticas

Há uma reclamação generalizada quanto à situação das estradas que demandam a Mossoró. À exceção apenas da rodovia Mossoró-Natal que foi totalmente recuperada no que toca à buraqueira, mas, as demais, estão em petição de miséria. Em especial, as rodovias estaduais e algumas federais. Os governos dos dois níveis, federal e estadual listaram as estradas em piores situações e confessam a precariedade do tráfego e a urgência quanto à realização de suas restaurações. E a isso se soma o anúncio de que vai restaurá-las mesmo, o quanto antes. Melhor assim. Enquanto não, o cidadão é obrigado a enfrentar uma situação caótica e perigosa, ameaçadora, porque investe contra a integridade sua e dos seus familiares, ameaçando-os de acidentes de conseqüências graves e com casos que muito bem podem ser fatais.

Reconheça-se que as chuvas caídas de janeiro a março passados contribuíram para agravar ainda mais a situação. A precariedade da movimentação dessas estradas é um problema que não vem de hoje e não faltou quem apelasse em favor de suas restaurações, inclusive nós.

Nesse caso se inserem as estradas Mossoró-Patu estendendo-se à fronteira com a Paraíba, a federal BR-405 entre Mossoró e Apodi, para não falar de outras tantas danificadas mostrando crateras em suas pistas de rolamento e nas faixas de acostamento.

O que mais preocupa é o fato de estarmos vivendo um período chuvoso mais ou menos intenso e se este se intensificar estaremos correndo o sério risco de sermos isolados. As improvisações e os remendos não produziram os efeitos desejados nos caminhos rodoviários considerados essenciais, apesar dos investimentos do dinheiro do contribuinte nas restaurações provisórias. O certo é que a lentidão nas decisões tem resultado em prejuízos consideráveis para o comércio, a indústria e os serviços, especialmente os transportes de cargas.

O Rio Grande do Norte clama pela restauração de suas rodovias. E urge que essas obras de recuperação das estradas se iniciem já, o quanto antes.

 

 

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Mossoró-RN, domingo, 6 de abril de 2003