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Tudo
normal em Macau – Parte II
Veja a
segunda parte do texto Tudo normal em Macau,
escrito pelo sociólogo Benito Barros. -
Um outro heróico freguês do seu Chico se
dispôs a pagar R$ 5,00 para a artista peidorreira,
desde que alguém se dispusesse a contar
os 50 traques a que tinha direito”. Pobre
Mulher! Não apareceu vivalma capaz de efetuar
a contagem. O generoso cliente ainda assim
resolveu dar R$ 1,00 como pagamento pela
amostra grátis oferecida pela artista. É
desnecessário dizer da pequena multidão
que já cercava o barraco de seu Chico para
assistir ao insólito espetáculo. E como
não estava disposto a testemunhar a melancólica
e ruidosa exibição, resolvi bater em retirada,
mais precisamente em direção ao bar Império
da Casqueira, na esquina Valdetário Carneiro.
No bar de Marcos, a mesma gente de sempre,
os mesmos papos, a mesma janela onde me
apóio, a mesma cerveja sem graça. Ah, como
é boa a tranqüila vidinha do interior. Numa
mesa, Teixeira, seu sobrinho Marcos, René,
dois bancários do BNB arengando sobre banalidades,
tipo futebol ou massacre do Iraque. Noutra
mesa bem próxima onde estou, duas figuras
(um tal de Pinto e um filho de Neto de Veinho)
estão indecisas se dormem - de tão bêbados
– ou continuam a virar a meiota contida
numa garrafa de guaraná. Pois bem, o tal
de Pinto não agüenta e adormece. O que faz,
então, o filho de Neto de Veinho? Simples:
com a maior naturalidade, e como não poderia
deixar de ser, saca de uma bela peixeira
de 6 polegadas e crava-a silenciosamente
no peito do tal do Pinto. Cansado dessa
vida monótona, pego um mototáxi e volto
para casa. Na memória, apenas uma frase
proclamada em tom de desagrado por um companheiro
que não havia, durante um encontro amoroso,
almejado seu intento. “Gostei, mas ** que
é bom...num saiu!”. Eita marasmo danado!!!
Dúvidas
Choveu
de ligações ontem indagando sobre um trecho
da primeira etapa do texto editada na edição
de ontem. ‘É estranho, mas não é zona! O
freguês escolhe se os gases devem ser expelidos
pela frente ou por trás”.
Explicando
É isso
mesmo, caro leitor. Uma modificação física
faz com que uma mulher da cidade de Macau
tenha condições de liberar gases pela genitália
e, assim como definido por Benito Barros,
a anomalia tem lhe rendido alguns centavos
a partir da curiosidade dos mais incrédulos.
Pauta
populista
O SBT poderia,
através da sua subsidiária no Estado, a
TV Ponta Negra, aproveitar a história de
vida desta mulher para o seu programa populista
O Programa do Ratinho. Uma realidade que
a cada dia cresce no país, o uso do auto-flagelo
como meio de sobrevivência.
Sangrando
O açude
do Bonito, em São Miguel, está sangrando
desde às 2h da última terça-feira, onze
meses após a última sangria. A movimentação
em torno do açude deverá ser grande durante
todo o dia de hoje.
Enquete
E por falar
em São Miguel, o radialista Titico Guedes
é todo empolgação com o seu programa diário
realizado na FM Gazeta. Titico realiza no
dia de hoje uma enquete para saber qual
a situação do eleitorado na cidade serrana
de São Miguel. A enquete deve mostrar o
perfil do atual quadro que mostra como pré-candidatos
Galeno Torquato e Salismar Correia.
Comemoração
Muita movimentação
ontem na cidade de Campo Grande com a realização
da festa dos 145 anos de sua emancipação
política. A banda Saia Rodada não deixou
o pique cair um só segundo. Sem dúvida,
uma boa pedida para eventos do tipo.
Articulando
O deputado
José Adécio esteve em Macau na última semana
com o intuito de articular um nome de sua
confiança para disputar a prefeitura da
cidade. Segundo informações de bastidores,
o nome seria do empresário Manoel Pereira
de Souza, o Maninho, presidente da CDL macauense.
Mudando
os planos
Aí fica
a dúvida. As articulações existentes em
torno do nome de Eduardo Lemos teriam ido
por água a baixo, ou não, como diria Caetano
Veloso. O que fizeram ao deputado para que
os rumos mudassem tão repentinamente.
Péssima
impressão
Decepcionante.
Com esta palavra o prefeito da cidade de
Campo Grande, Edilberto de Almeida, o Bebeto,
definiu a reunião com o secretário de Defesa
Social, Cláudio Santos, realizada na última
quinta-feira.
Consolo
Segundo
o prefeito, as soluções apresentadas pelo
secretário para o problema da violência
na região de Campo Grande são limitadas
e de baixo impacto. Ações mais firmes devem
demorar pelo menos mais 2 meses para começarem
a ser implementadas. No momento a população
terá que se contentar com as barreiras nas
estradas.
Devagar
Até lá
serão 6 meses sem que nenhuma ação de maior
impacto tenha sido executada pela secretaria.
Apenas a região de Pau dos Ferros contou
com uma amostra do que deveria ser feito
24 horas por dia, 365 dias por ano em todo
o Estado.
Apenas
lembranças
O reforço
nas polícias Civil, Militar, Federal, Rodoviária
Federal e de Trânsito figura na lembrança
dos pauferrenses como resultado de 5 dias
de trabalho intenso. Mesmo tendo o privilégio
de contar com um bom aparato, composto principalmente
pelo agrupamento do Batalhão de Polícia
da cidade, o reforço não passou despercebido.
Intenções
Os exageros
levaram até mesmo ao direcionamento de uma
viatura do Corpo de bombeiros à cidade.
E aí fica claro que a intenção foi apenas
impressionar.
Efeito
contrário
Dados
de apreensões de suspeitos durante a operação
não foram apresentados, a Polícia Federal
não coibiu o uso de caça-níqueis espalhados
pela cidade, o helicóptero não foi utilizado
para o combate ao crime organizado e apenas
a Polícia de Trânsito atuou elevando o número
de multas na cidade. A ação que poderia
até ter boas intenções, acabou ganhando
o repúdio da população.
Caminho
O correto
mesmo teria sido o secretário de Defesa
Social ter preparado todos os detalhes,
ter entregue as unidades de operações especiais,
instalado base fixa para o helicóptero numa
cidade estratégica como Umarizal ou Caraúbas
e ganhar de vez a confiança da população
da região, mesmo que isso necessitasse a
inoperância até o mês de junho.
Ficou
feio
Da forma
como feito, após ter sido anunciada a instalação
dos Centros Operacionais como medidas imediatas
diante de uma grande grupo de prefeitos,
permaneceu o desgaste e as críticas e aumentaram
os níveis de falta de credibilidade num
cenário mais propício a tranqüilidade. Na
ânsia por mostrar serviço o tiro saiu pela
culatra.
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