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Acusados
de matar Elizete Moura sentam no banco
dos réus
ASSU -
Amanhã esta cidade haverá de conviver
com uma situação nunca vista nos últimos
anos e por outro lado a sociedade com grande
responsabilidade que é de garantir a liberdade
ou a detenção de seis pessoas que estão
sendo acusadas de praticar um dos crimes
que mais abalaram não só a população local,
mas também a nível regional. Vão a júri
popular as pessoas tidas como envolvidas
na morte da menor Elizete de Moura Lemos,
no ano de 1996. Ela residia na localidade
de Arapuá, município de Ipanguaçu.
A sessão
do tribunal do júri terá início às 8h, presidida
pelo juiz Guilherme Cortez, que solicitou
um forte esquema policial para garantir
a tranqüilidade dos trabalhos. O promotor
Armando Lúcio Ribeiro será o responsável
pela acusação. Instalado na cidade desde
o início da semana passada, o Tribunal do
Júri Popular (TJP) terá um dos momentos
mais importantes no dia de amanhã, quando
julgará os acusados de terem assassinado
barbaramente a menor Elizete Moura, cujo
pai morreu na semana passada quando prestava
uma entrevista e pedia Justiça para quem
matou sua filha.
Vão a júri
popular as seguintes pessoas: Luzialba Pinto
Fernandes, Francisco Veridiano Pinto Fernandes,
Wallace Cristiano Pinto Fernandes, Carlúcia
Maia, Jofre Pinto Fernandes e Kátia Maria
Fernandes, que já foi julgada uma vez, condenada,
mas recorreu à Justiça e novamente amanhã
comparece perante o conselho de sentença.
O CASO
- A menor Elizete de Moura Lemos
foi executada com requintes de perversidade.
Teve seus órgãos genitais arrancados com
instrumento cortante e quente, um caso quente.
Na última
sexta-feira, O Mossoroense esteve na Penitenciária
Agrícola Mário Negócio (PAMN), ocasião em
que tentou conversar com os acusados, que
já estão presos há mais de cinco anos, mas
o diretor do presídio, Jeferson Freire,
numa atitude mais que deselegante, deixou
ordens com o chefe de segurança Natan Carvalho
para que a imprensa não chegasse nem perto
dos réus.
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