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Castro Alves ficou para a história
brasileira como o "poeta dos escravos". Em
1866, ele fundou com Rui Barbosa e outros colegas de
curso uma sociedade abolicionista e lançaram o jornal
de idéias A Luz. Nesse mesmo ano, apaixonou-se por Eugênia
Câmara e foi morar com ela nos arredores da cidade de
Salvador, Bahia. Hoje, comemora-se 135 de sua
morte.
Em Mossoró, os seus poemas tiveram
grande influência no movimento abolicionista da cidade.
Mesmo depois de sua morte, ele continuou ligado à causa
e por isso se tornou um dos poetas mais populares do
Brasil.
Segundo o historiador Geraldo Maia,
os estudantes de Direito, da época, que normalmente
se formavam na Bahia ou Rio de Janeiro, foram os grandes
responsáveis em difundir a poesia de Castro Alves no
movimento mossoroense. "Castro Alves não teve diretamente
nenhuma participação no movimento abolicionista de Mossoró,
mas deu grande colaboração através de sua poesia",
explicou.
Antonio Frederico de Castro Alves
nasceu em 14 de março de 1847, na fazenda Cabaceiras,
em Curralinho, hoje Castro Alves, na Bahia. Cursou
Humanidades no Ginásio Baiano, onde já recitava seus
primeiros poemas. Faleceu em 6 de julho de 1871.
Em 1862, transferiu-se para o Recife
a fim de ingressar na Faculdade de Direito. Entusiasmado
com as idéias liberais e abolicionistas dos jovens acadêmicos
da época, dedicou-se à poesia e ao desenho, freqüentou
os teatros e começou a publicar seus versos na imprensa.
Não conseguiu ingressar na faculdade em 1863 (foi reprovado
no exame de Geometria).
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